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Correio da Manhã

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Cinco já confessaram violação de turista suíça

Cinco cidadãos indianos já confessaram terem participado na violação a uma turista suíça, em frente ao seu marido, na parte central da Índia, anunciaram hoje as autoridades indianas.
17 de Março de 2013 às 11:18

A mulher viajava de bicicleta com o seu marido numa zona empobrecida do Estado de Madhya Pradesh, centro rural da Índia, quando seis homens atacaram o casal.

O ataque aconteceu na sexta-feira à noite, tendo os seis homens violado a mulher em frente ao seu marido e assaltado o casal, explicou a polícia indiana à agência noticiosa francesa AFP.

Os atacantes "amarraram o homem e violaram a mulher na sua presença", disse o agente Afzal da polícia local à AFP, acrescentando que roubaram 10.000 rupias (140 euros) e um telemóvel à mulher.

Fonte da embaixada suíça disse entretanto à EFE que a polícia deteve sete pessoas por suspeita da violação da turista.

O casal dirigia-se para o destino turístico de Agra, onde se encontra o icónico Taj Mahal, no norte da Índia, e decidiu acampar na aldeia de Jhadia para passar a noite.

Os media indianos dizem que os atacantes empunhavam paus.

A mulher, de 40 anos, deu entretanto entrada no hospital da cidade de Gwalior, a 342 quilómetros da capital do estado, Bhopal, disse o agente Dhodee, da polícia local.

Hoje, a vítima estava consciente e a prestar declarações às autoridades, acrescentou a polícia.

A mulher disse que tanto ela como o marido são suíços, mas a polícia ainda não confirmou a informação.

A segurança das mulheres e das meninas na Índia, país com 1,2 mil milhões de habitantes, é motivo de preocupação, não só devido às violações, mas também à violência doméstica, que mata milhares de pessoas todos os anos, segundo ativistas dos direitos humanos.

A atenção do mundo sobre a questão intensificou-se depois da morte de uma jovem de 23 anos vítima de violação coletiva num autocarro em Nova Deli.

A jovem foi violada a 16 de dezembro do ano passado, quando viajava num autocarro na cidade de Nova Deli, e acabou por sucumbir aos ferimentos 13 dias depois num hospital de Singapura, num caso que chocou o país e o mundo.

Desde então, e devido ao debate que o caso suscitou, o governo indiano aprovou penas mais duras para violadores, incluindo a pena de morte caso a vítima morra ou fique em estado vegetativo.

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