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Correio da Manhã

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Clara Rojas apela a posições mais flexíveis

Clara Rojas, libertada este mês pelos guerrilheiros das FARC após seis anos de sequestro, apelou esta terça-feira, em Madrid, para que as partes envolvidas no conflito da Colômbia flexibilizem as suas posições para salvar a vida de outros reféns.
22 de Janeiro de 2008 às 13:37
A colombiana encontra-se na capital espanhola para participar no IV Congresso Internacional de Vítimas do Terrorismo, durante o qual vai partilhar a sua experiência de cativeiro com mais de 400 vítimas de 11 países.
Considerando a sua libertação como um “renascimento”, Rojas agradeceu os esforços de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, na sua libertação, sem esquecer também o papel desempenhado pelo antigo Presidente de França, Jacques Chirac, e pelo actual, Nicolas Sarkozy.
A ex-refém defendeu ainda que, antes de as FARC deixem de ser consideradas terroristas, uma proposta de Chávez, a guerrilha devem “comprometer-se previamente a libertar todos os sequestrados e que não voltará a sequestrar”.
“Oxalá recuem e aceitem que não é possível sequestrar seres humanos que não têm nada que ver com as suas reivindicações, às quais os familiares dos sequestrados não podem responder”, declarou Rojas.
URIBE AGRADECE APOIO EUROPEU
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, agradeceu em Bruxelas à União Europeia (UE) a “firmeza para exigir aos terroristas a libertação dos reféns” das FARC.
Ao lado de Javier Solana, Alto Representante para a Política Externa da UE, Uribe considerou que “se as FARC querem ter um futuro político, aquilo que têm a fazer é libertar os reféns e negociar a paz”. A mesma posição foi assumida Javier Solana, adiantando que a UE não tem “qualquer razão” para retirar a guerrilha colombiana da lista de organizações terroristas.
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