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Clarão de potencial colisão com a Lua será visível da Terra

Em fevereiro, o telescópio espacial James Webb poderá determinar com maior precisão se asteroide irá embater contra a Lua em 2032.

12 de janeiro de 2026 às 01:30

Os astrónomos estão com os olhos postos no pequeno asteroide 2024 YR4, com 60 centímetros de diâmetro. O risco é que em 2032 possa ocorrer uma brutal colisão com a Lua, com a consequente libertação de 6,5 megatoneladas de energia, aproximadamente o equivalente a 400 bombas de Hiroshima, segundo o cálculo elaborado pelo astrónomo canadiano, Paul Wiegert, da Universidade do Ontário Oeste. O clarão resultante da colisão será visível da Terra e irá criar uma cratera com um quilómetro de diâmetro. Mas para os especialistas, as piores consequências serão os danos provocados nos satélites por cerca de 10%dos fragmentos libertados na explosão e que irão deslocar-se em direção à Terra. Estes pequenos fragmentos com até 10 milímetros de tamanho poderão circular em torno do nosso planeta durante meses ou até anos, criando uma potencial risco de causarem danos nos satélites de comunicação, meteorologia ou de defesa. Também as missões tripuladas ao espaço terão de ser revistas levando em conta os riscos provocados pelos pequenos fragmentos.

Um momento decisivo para a observação da deslocação do asteroide será realizada em fevereiro próximo quando o telescópio espacial James Webb realizar uma observação mais precisa da possível trajetória do 2024 YR4. O maior e mais potente telescópio espacial alguma vez construído, e que no dia de Natal fez quatro anos do seu lançamento, poderá determinar se o asteroide irá mesmo embater contra a Lua.

A concretizar-se esta previsão, que tem 4% de probabilidade de acontecer, os cientistas da NASA admitem destruir o asteroide com uma explosão nuclear controlada ou alterar a rota com um impacto cinético.

Telescópio espacial James Webb ficou concluído em 2021
FOTO: Direitos Reservados

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