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Correio da Manhã

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Clinton aposta forte em Angola

Reforçar os laços diplomáticos com uma potência regional emergente e ao mesmo tempo travar a crescente influência chinesa são os dois grandes objectivos da visita a Angola da secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton, inserida num périplo diplomático pelo continente africano que hoje tem início no Quénia.
5 de Agosto de 2009 às 00:30
Hillarty Clinton
Hillarty Clinton FOTO: Matthew Cavanaugh/Epa

Luanda será a terceira escala da viagem de Clinton e é indiscutivelmente um dos países onde a aposta da Administração Obama é maior. Descrita recentemente por Clinton como um "país-modelo" no âmbito da SADC, Angola é já o sexto maior fornecedor de crude aos EUA e um dos raros países africanos com os quais Washington tem um acordo de protecção de investimento.

Angola é ainda vista pelos EUA como uma potência regional emergente e como um importante parceiro comercial, e esta visita visa precisamente estreitar os laços entre Washington e Luanda numa altura em que os EUA enfrentam forte concorrência da China na exploração do mercado angolano.

No âmbito deste périplo, Clinton desloca-se ainda a outro país lusófono, Cabo Verde, considerado pelos EUA como um exemplo de sucesso em África pela sua estabilidade democrática.

APONTAMENTOS

SETE PAÍSES EM 11 DIAS

Quénia, África do Sul, Angola, República Democrática do Congo, Nigéria, Libéria e Cabo Verde são os países incluídos no périplo africano de Hillary Clinton. Economia, Direitos Humanos, Saúde e Educação são alguns dos tópicos na agenda da secretária de Estado norte-americana.

RECURSOS NATURAIS

Angola e Nigéria são dois dos mais importantes parceiros de Washington na região, sendo, respectivamente, o sexto e o quinto maiores fornecedores de crude aos EUA. No total, os dois países fornecem cerca de 12% do crude importado pelos Estados Unidos.

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