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Correio da Manhã

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CLINTON FOI NEGLIGENTE

O anterior inquilino da Casa Branca, cujo protagonismo foi louvado por ter deixado a economia norte-americana em situação florescente, poderá ter sido afinal um presidente irresponsável e negligente que pôs muitas vezes em risco a segurança do país, a julgar pelo que afirma no seu livro Robert ‘Buzz’ Patterson, o portador da chamada mala nuclear.
18 de Maio de 2003 às 00:04
O ex-presidente dos EUA Bill Clinton
O ex-presidente dos EUA Bill Clinton
A primeira vez que Patterson assistiu a uma negligência de Clinton foi em 1996, segundo conta no seu livro ‘Dereliction of Duty’ (Negligência do Dever). Estava o ex-presidente a jogar golfe com alguns amigos quando lhe telefona o seu conselheiro para a Segurança, Sandy Berger. “Sr. presidente, Sandy Berger tem urgência em falar consigo. Precisa de uma decisão sobre o ataque aéreo contra o Iraque” – comunicou Patterson a Clinton. Ao que este responde, despreocupadamente: “Diz-lhe que lhe telefono mais tarde”. “Berger precisa de uma decisão agora. Os pilotos estão nas cabinas, as bombas carregadas. É preciso aproveitar a noite” – comunicou aquele que era conhecido como a ‘sombra nuclear’ de Clinton. Furioso, o ex-presidente voltou a responder: “Diz-lhe que lhe telefonarei quando tiver oportunidade”. Depois, foi jogar golfe.
Numa outra ocasião, Patterson ficou com uma crise de nervos quando Clinton lhe confessou que tinha perdido o seu código nuclear secreto... Mas talvez o mais grave tenha sido o facto de Clinton não ter decidido o ataque contra bin Laden. Um dia, o responsável pelos Serviços Secretos pediu autorização imediata para atacar o líder da al-Qaeda, que haviam localizado. Tinham duas horas para o apanhar, alertara. O ex-presidente afirmou que precisava de tempo para tomar a decisão. Nunca chegou a tomá-la. Talvez o 11 de Setembro não tivesse acontecido.
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