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Comem animais vivos e lutam melhor que os homens: o exército de mulheres que faz frente ao Daesh

Soldadas Peshmerga estão divididas em quatro batalhões. Membros do Daesh acreditam que ser morto por uma mulher lhes pode tirar o lugar no paraíso.
Correio da Manhã 13 de Fevereiro de 2020 às 13:51
Mulheres durante o treino
Peshmerga a comer cobras e coelhos vivos
Peshmerga a comer cobras e coelhos vivos
Peshmerga a comer cobras e coelhos vivos
Peshmerga a comer cobras e coelhos vivos
Mulheres durante o treino
Peshmerga a comer cobras e coelhos vivos
Peshmerga a comer cobras e coelhos vivos
Peshmerga a comer cobras e coelhos vivos
Peshmerga a comer cobras e coelhos vivos
Mulheres durante o treino
Peshmerga a comer cobras e coelhos vivos
Peshmerga a comer cobras e coelhos vivos
Peshmerga a comer cobras e coelhos vivos
Peshmerga a comer cobras e coelhos vivos

As mulheres estão na linha da frente contra o Daesh. As forças militares curdas formaram-se esta quinta-feira na escola de combate perto da cidade iraquiana Soran, no Curdistão, e são várias as imagens que mostram as militares a morder cobras e coelhos vivos.

Durante uma cerimónia de apresentação na escola, as mulheres foram melhores que os colegas do sexo masculino em combate.

Os Peshmerga são um grupo curdo de elite que combate pelo Curdistão e estão espalhados por territórios atribuídos à Síria, Turquia e ao Iraque. Com cerca de 200 mil militantes, o grupo conta com homens e mulheres, estando as mulheres na linha da frente de combate. 

O grupo de elite tem sido um dos grandes inimigos do Daesh. 

Dizia-se que os membros do Daesh viviam aterrorizados com a força militar porque pensavam que ser morto por uma mulher lhes tirava o acesso ao céu e a possibilidade de terem 72 virgens no paraíso.   

A base de treinos das soldadas situa-se em Sulaimaniah e as mesmas ocuparam terreno no norte do Iraque para lutarem contra a Daesh. Distribuídas por quatro batalhões, as mulheres Peshmerga são de várias origens. 

Em cada batalhão existe uma comandante. Todas as líderes são mulheres, maioritariamente coronéis, que desempenham o papel de comandantes. Para além disso, todas elas têm níveis altos de educação. 

O grupo de mulheres foi formado em 1996 com o objetivo principal de fazer frente aos apoiantes do regime de Saddam Hussein. Quem as treina defende que têm a mesma valentia que qualquer homem e juram vingança ao Daesh pelas mortes que têm causado, em nome do Islão, maioritariamente a mulheres. 

Não se sabe ao certo quantas mulheres fazem parte do grupo. 600 estão registadas como recrutas mas não é possível contá-las. Acredita-se que possam existir milhares.

As mulheres têm lutado pelo Curdistão, desde sempre, mas muitas vezes disfarçadas de homens. Quando a entrada de mulheres no grupo foi permitida, muitas juntaram-se para lutar contra os inimigos. Inicialmente, não combatiam e apenas ajudavam os soldados com cuidados médicos e tarefas administrativas e de comunicação. 

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