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Comissão parlamentar espanhola rejeita suspensão de venda de armas a Riade

Pedido para a suspensão, deve-se à participação dos Sauditas na guerra do Iémen e na sequência da morte do jornalista Jamal Khashoggi.
23 de Outubro de 2018 às 16:23
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi
Jamal Khashoggi foi ao consulado saudita de Istambul no dia 2, para tratar de um documento para casar com uma turca, e nunca mais foi visto
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi
Jamal Khashoggi foi ao consulado saudita de Istambul no dia 2, para tratar de um documento para casar com uma turca, e nunca mais foi visto
O jornalista Jamal Khashoggi
O jornalista Jamal Khashoggi
Jamal Khashoggi foi ao consulado saudita de Istambul no dia 2, para tratar de um documento para casar com uma turca, e nunca mais foi visto
A Comissão parlamentar de Defesa espanhola rejeitou esta terça-feira a suspensão da venda de armas à Arábia Saudita, embora tenha aprovado várias propostas para reforçar as garantias na concessão de licenças de venda e aumentar a transparência do processo.

"Espanha é um país que cumpre os seus contratos" e a decisão de bloquear a venda de armas à Arábia Saudita "deve ser coletiva de toda a União Europeia", argumentou o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE, no poder), que rejeitou o pedido do Podemos e dos partidos nacionalistas para "não por os negócios à frente dos direitos humanos".

O pedido para a suspensão da venda de armamento a Riade, devido à participação da Arábia Saudita na guerra do Iémen e na sequência da morte do jornalista Jamal Khashoggi, foi rejeitado com os votos do PSOE e do Partido Popular (PP) e a abstenção dos Ciudadanos.

O governo espanhol foi muito criticado em setembro passado por ter decidido manter a entrega de 400 bombas guiadas por laser à Arábia Saudita.

Esta decisão foi anunciada dias depois de Madrid ter indicado que poderia suspender essa entrega após ataques aéreos no Iémen em agosto, que mataram mais de 66 crianças.

A possibilidade causou preocupação nos estaleiros navais estatais espanhóis Navantia devido à existência de um contrato no valor de 1,8 mil milhões de euros com a Arábia Saudita para a construção de cinco navios de guerra.

A Arábia Saudita dirige a coligação internacional que apoia desde 2015 as forças governamentais do Iémen contra os rebeldes Huthis. A guerra no Iémen, iniciada em 2014, causou cerca de 10.000 mortos, sobretudo civis, e a pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU.

Na segunda-feira o governo alemão instou a Europa a ter uma posição comum sobre a venda de armas à Arábia Saudita, após Berlim ter anunciado a suspensão destas exportações até serem apuradas as circunstâncias da morte de Khashoggi.

O jornalista crítico das autoridades sauditas desapareceu no dia 02 de outubro depois de ter entrado no consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia. Riade admitiu no sábado que Khashoggi foi morto nas instalações do consulado depois de, durante vários dias, ter afirmado que ele saíra dali vivo.
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