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Comissário Europeu para o Comércio aguarda detalhes do acordo entre os EUA e a China

Nos termos da "Fase Um" do acordo, a China compromete-se a comprar cerca de 200 mil milhões em mercadorias dos EUA.
Lusa 16 de Janeiro de 2020 às 16:04
Phil Hogan
Phil Hogan FOTO: Tiago Petinga/Lusa
O comissário europeu para o Comércio, Phil Hogan, afirmou esta quinta-feira que os detalhes sobre o acordo de comércio alcançado entre os EUA e a China "são um pouco incompletos".

"Os detalhes ainda são um pouco incompletos nesta altura", afirmou esta quinta-feira Phil Hogan, em videoconferência a partir de Washington durante uma conferência em Londres da consultora Global Counsel, a propósito do acordo anunciado na quarta-feira, que remove algumas sanções económicas dos EUA em troca de uma intensificação de compras de produtos agrícolas e energéticos norte-americanos por parte da China.

Nos termos da "Fase Um" do acordo, a China compromete-se a comprar cerca de 200 mil milhões de euros em mercadorias dos EUA, especialmente no setor agrícola e no setor das energias, ficando também obrigada a respeitar procedimentos de transferência forçada de tecnologia e de propriedade intelectual.

Donald Trump, vincou que várias tarifas retaliatórias se vão manter até que haja um acordo para a "Fase Dois", esperada para 2021.

"O Presidente dos EUA decidiu que [aplicar] tarifas é uma forma de concentrar a atenção e de trazer as pessoas para a mesa [de negociações]. Ele está obcecado em reduzir o défice com os concorrentes geo-políticos e geo-económicos", referiu Hogan.

Relativamente à União Europeia (UE), acredita que o Presidente norte-americano estará nesta altura a questionar-se como reduzir o défice comercial de 180 mil milhões de dólares (161 mil milhões de euros).

"Ele também não parece ter em conta que 66% das exportações da UE para os EUA contribuem para a criação de empregos. Estas são questões que vão contra o instinto natural do que os políticos têm feito ao longo dos anos para tentar ganhar as próximas eleições. Está a pensar a curto prazo, entre agora e novembro, em termos de obter resultados", acredita Hogan.

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