Nas Filipinas, estes animais, constituem uma indústria lucrativa.
Organizações de defesa dos direitos dos animais congratularam-se este sábado com a decisão da companhia aérea Korean Air de proibir o transporte de galos dos Estados Unidos para as Filipinas, onde as lutas com estes animais constituem uma indústria lucrativa.
As autoridades estimam receitas na ordem das dezenas de milhões de dólares por semana geradas por lutas entre galos equipados com esporões metálicos afiados, dinheiro que alegadamente alimenta o crime organizado.
Ativistas e um criador filipino, Eduardo Eugenio, indicaram à AFP que os Estados Unidos da América (EUA) fornecem um grande número de galos destinados a estas lutas, pelo que a proibição da companhia aérea Korean Air promete ter um "impacto enorme".
A companhia sul-coreana confirmou, num comunicado enviado este sábado à AFP, ter "suspendido o transporte de galos de qualquer idade nas ligações entre os Estados Unidos e as Filipinas".
"A Korean Air compromete-se a garantir o transporte legal e seguro de animais vivos, em conformidade com as leis e regulamentos em vigor", acrescentou.
A organização não-governamental (ONG) americana de defesa dos animais Animal Wellness Action declarou que a Korean Air era, na sua opinião, "a maior companhia aérea do mundo envolvida no transporte ilegal de galos de combate".
Embora a transportadora não tenha mencionado explicitamente os galos de combate no seu comunicado, várias organizações afirmaram que esta proibição é o resultado da sua campanha destinada a proibir uma prática que consideram cruel.
Jana Sevilla, porta-voz da organização PETA nas Filipinas, declarou à AFP que a decisão, aplaudida pelo grupo, visa "certamente" as lutas de galos.
"Esperamos [...] que outras companhias aéreas sigam este exemplo", acrescentou Jana Sevilla, recordando que as Filipinas fazem parte dos países onde as lutas de galos ainda são autorizadas.
Esta semana, a ONG Animal Wellness Action reivindicou, num comunicado, o mérito desta medida, que surge na sequência de vários meses de investigação e troca de correspondência.
"A Korean Air concordou em atender ao nosso pedido de pôr fim a todos os envios de galos para as Filipinas", indicou a organização, referindo que criadores americanos fornecedores destas aves se fazem frequentemente passar por agricultores ou criadores inofensivos e enviam todos os anos "dezenas de milhares" de animais para as Filipinas.
Outros galos criados nos EUA são transportados por via terrestre e aérea para o México, onde as lutas continuam a ser autorizadas em alguns estados.
Segundo Eduardo Eugenio, responsável por uma exploração de 300 aves na cidade de Tagum, no sul do país, "a atividade nas Filipinas depende muito" dos criadores americanos.
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