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Correio da Manhã

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Comunicações falharam no 11-9

A cidade de Nova Iorque, EUA, divulgou 19 telefonemas de vítimas dos atentados de 11 de Setembro de 2001, entre elas a de Larry Boisseau, um funcionário de uma companhia de segurança, cuja informação não chegou aos serviços de assistência médica por causa do colapso das comunicações.
28 de Janeiro de 2007 às 00:00
“Temos feridos na entrada do edifício 2 do World Trade Center, eles precisam de assistência, estão na parte sul, as equipas não poderão chegar por esse lado, está tudo cheio de escombros”, disse Boisseau pausadamente à operadora, informou ontem o jornal ‘The New York Times’ (NYT). A conversa de Larry Boisseau, seis minutos antes da queda do edifício onde se encontrava, foi a única divulgada integralmente, já que ele era responsável pelo serviço de prevenção a incêndios. Nos outros 18 telefonemas só foram reveladas as respostas dos operadores.
O jornal e alguns familiares das vítimas obtiveram as transcrições dos telefonemas após os processos judiciais iniciados há cinco anos. Mas as conversas particulares não foram divulgadas para preservar a intimidade das pessoas. Segundo o jornal, os telefonemas provam a coragem de algumas das vítimas, mas também a falta de comunicação entre os diferentes serviços de emergência, que contavam então com sistemas diferentes.
Para o ‘NYT’, o serviço de emergência 911 não foi capaz de comunicar a ordem de evacuação que poderia ter salvo algumas pessoas.
De acordo com as transcrições, acrescenta o jornal, as vítimas do atentado tiveram de explicar a sua situação em várias ocasiões enquanto os telefonemas eram passados dos operadores da polícia para as equipas de atendimento médico. Boisseau, de 36 anos, passou grande parte daquela manhã a atender as vítimas e salvou dezenas de crianças de uma creche no pátio do World Trade Center.
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