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COMUNIDADE INTERNACIONAL PEDE FIM DO CERCO A ARAFAT

Washington e Londres lançam diferentes apelos a Telavive para que ponha fim ao cerco montado, há três dias, ao quartel-general de Yasser Arafat, em Ramallah, na Cisjordânia, enquanto o líder palestiniano assegura que não vai entregar os alegados terroristas que ali se encontram refugiados.
23 de Setembro de 2002 às 08:51
Os estados Unidos, principal aliado de Israel, lançou um apelo ao governo israelita para que este ordene o fim do cerco levantado contra o líder da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Yasser Arafat. Num discurso proferido ontem, a porta-voz da Casa Branca, Jeanie Mamo, afirmou que o cerco não põe termo ao terrorismo nem promove as reformas palestinianas necessárias.

Por outro lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jack Straw, afirmou domingo que a operação israelita contra o quartel-general da ANP não se justifica e não servirá para por termo à violência que se regista na região. O responsável enviou uma carta ao embaixador britânico em Israel para transmitir um protesto oficial às autoridades israelitas.

Em Ramallah, Arafat anunciou, a partir do pouco que resta do destruído quartel-general da ANP, que pretende resistir ao cerco e que não vai entregar os 20 alegados terroristas refugiados naquele local, cuja detenção é reclamada por Israel.

Arafat respondia assim à pressão Israelita, que há três dias retomou o cerco ao líder palestiniano, e que no domingo cortou o serviço de água, luz e telefónico do quartel-general.

O Executivo de Ariel Sharon já admitiu que este cerco pretende empurrar Yasser Arafat para o exílio.
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