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Correio da Manhã

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Condenados sete terroristas dos atentados na Tunísia que mataram portuguesa

Suspeitos foram condenados a penas perpétuas por ataques a estâncias turísticas, em 2015.
9 de Fevereiro de 2019 às 21:45
As primeiras imagens do atirador foram divulgadas pelo canal de televisão britânico SkyNews
EI diz que o ataque visou 'antros [de] fornicação, vício e apostasia na cidade de Sousse'
As primeiras imagens do atirador foram divulgadas pelo canal de televisão britânico SkyNews
EI diz que o ataque visou 'antros [de] fornicação, vício e apostasia na cidade de Sousse'
As primeiras imagens do atirador foram divulgadas pelo canal de televisão britânico SkyNews
EI diz que o ataque visou 'antros [de] fornicação, vício e apostasia na cidade de Sousse'
As autoridades tunisinas condenaram este sábado sete suspeitos a prisão perpétua e emitiram outras sentenças num julgamento por dois ataques em 2015 na Tunísia que provocaram 60 mortos, na maioria turistas.

Uma das vítimas mortais dests ataques foi a portuguesa Maria da Glória Moreira, de 76 anos, que estava de férias sozinha no país africano.

Samir Ben Amor, advogado de um dos 44 indiciados, disse que o veredicto está relacionado com o ataque contra o famoso Museu Bardo em Tunes e no atentado armado numa popular estância de veraneio.

Foram ainda emitidas penas entre 16 anos e seis meses, enquanto foram retiradas as acusações a 27 suspeitos, de acordo com Ben Amor.

Nenhum dos réus foi condenado à pena capital, por um conjunto de acusações que incluem morte premeditada, ameaça à segurança nacional e filiação num grupo extremista.

Foram todos sentenciados num julgamento simples que terminou este sábado, de madrugada.

A acusação disse que vai apelar dos veredictos.

O alegado planificador dos dois ataques, Chamseddine Sandi, não foi apanhado e julga-se que está escondido na Líbia.

A polícia referiu que os indiciados negaram durante os interrogatórios a participação diretas nos ataques de março e junho de 2015, mas alguns reconheceram ter fornecido assistência logística a Sandi.

Em 18 de março de 2015, no Museu Bardo situado na capital tunisina, 22 pessoas foram mortas por extremistas. Dois dos assaltantes foram mortos pela polícia.

Três meses mais tarde, em 26 de junho e na cidade costeira de Sousse, o atacante Aymen Rezgui alcançou a praia do Hotel Imperial e utilizou a sua arma de assalto para disparar sobre turistas, com um balanço de 38 mortos. Rezgui, um estudante tunisino que treinou com militantes líbios, foi morto pela polícia cerca de 15 minutos depois do ataque.

O grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) reivindicou os dois atentados, que devastaram o setor de turismo do país após a retirada das agências de viagens e dos avisos emitidos por diversos governos.

Desde então, o turismo tem vindo a recuperar lentamente, após o Governo tunisino ter adotado uma série de medidas de segurança para proteger os destinos mais populares.
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