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Confederação do Turismo diz que falência da Thomas Cook traz danos a Portugal

Gigante das viagens precisava de arrecadar 200 milhões de libras (cerca de 227 milhões de euros) em fundos adicionais.
Lusa 23 de Setembro de 2019 às 12:09
Operador turístico britânico Thomas Cook
Operador turístico britânico Thomas Cook
Avião da Thomas Cook
Operador turístico britânico Thomas Cook
Operador turístico britânico Thomas Cook
Avião da Thomas Cook
Operador turístico britânico Thomas Cook
Operador turístico britânico Thomas Cook
Avião da Thomas Cook

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) está preocupada com o impacto da falência da operadora Thomas Cook, acreditando que "irá trazer danos à atividade turística em Portugal", sobretudo na Madeira, refere em comunicado.


"Obviamente que a falência de uma empresa com a dimensão e importância da Thomas Cook é uma péssima notícia para o turismo mundial. Sendo o britânico, o nosso principal mercado emissor [de turistas] -- com uma quota de 19,6% em dormidas e 16,9% em receitas -- haverá com certeza consequências negativas para as nossas empresas, ainda que menos do que nos restantes mercados da Thomas Cook", afirma o presidente da CTP, Francisco Calheiros, em comunicado.

A CTP considera, por isso, que "a falência da operadora e companhia aérea inglesa Thomas Cook irá trazer danos à atividade turística em Portugal, sobretudo na região do Madeira".

A confederação lembra que, com 178 anos de atividade, a Thomas Cook integra companhias aéreas, hotéis e 'resorts', operando para vários destinos no mundo, nos quais se incluem, então, Portugal.

Em 2018, foi a segunda maior operadora turística em total de vendas do Reino Unido, com 17% de quota, logo a seguir à TUI.

"Estamos preocupados e a acompanhar atentamente esta situação, procedendo também a um levantamento de informação", acrescenta Francisco Calheiros.

O operador turístico britânico Thomas Cook anunciou hoje falência depois de não ter conseguido encontrar, durante o fim de semana, fundos necessários para garantir a sua sobrevivência e, por isso, entrará em "liquidação imediata".

O grupo precisava de arrecadar 200 milhões de libras (cerca de 227 milhões de euros) em fundos adicionais, reivindicados pelos bancos, como o RBS ou o Lloyds.

A falência da Thomas Cook afeta 22.000 funcionários, dos quais 9.000 correspondem ao Reino Unido.

O grupo possui 105 aeronaves e 200 hotéis e complexos hoteleiros com a sua marca.

As autoridades terão agora que organizar um repatriamento de cerca de 600.000 turistas em todo o mundo, incluindo 150.000 para a Grã-Bretanha. A operação de repatriamento começa hoje e dura até 06 de outubro. Estima-se que serão necessários o dobro dos esforços feitos em 2017, aquando do colapso da companhia aérea Monarch.

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