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CONFIRMADAS CERIMÓNIAS FÚNEBRES NO CAIRO

Um porta-voz da Presidência egípcia confirmou, esta quarta-feira, que as cerimónias fúnebres do presidente palestiniano, Yasser Arafat, terão lugar no Cairo, como já havia sido proposto.
11 de Novembro de 2004 às 00:00
CONFIRMADAS CERIMÓNIAS FÚNEBRES NO CAIRO
CONFIRMADAS CERIMÓNIAS FÚNEBRES NO CAIRO FOTO: d.r.
Magueb Abdel Fattah adiantou que as cerimónias “serão restritas e oficiais”. O jornal diário israelita “Haaretz” revelou, entretanto, que as mesmas decorrerão no aeroporto da capital egípcia.
Esta informação segue-se à oferta feita pelo presidente egípicio, Hosni Mubarak, para que as cerimónias fúnebres de Arafat se realizassem na sede da Liga Árabe, no Cairo.
Mubarak justificou a sua proposta com o facto de a capital egípcia oferecer mais facilidades aos dirigentes estrangeiros, sobretudo árabes, para poderem assistir às cerimónias, evitando sujeitar-se aos controles de segurança israelitas para entrarem em território palestiniano.
Após as cerimónias oficiais, o corpo de Arafat será trasladado por via aérea para Ramallah, a fim de ser enterrado na Muqata, o quartel-general onde viveu nos últimos dois anos e meio cercado pelo Exército israelita, uma decisão tomada com base num acordo estabelecido com o governo de Israel.
Ao abrigo deste acordo, serão os próprios palestinianos a responsabilizarem-se pela segurança durante o enterro. “A responsabilidade da manutenção da ordem e da segurança em Ramallah caberá aos palestinianos. Esta decisão foi já transmitida aos palestinianos”, revelou a rádio pública israelita.
HÁ UM SENTIMENTO DE CARINHO
“Nos territórios palestinianos, as pessoas sentem que chegou ao fim uma era e que vai iniciar-se um novo capítulo. Apesar de não estar confirmada a morte de Yasser Arafat, todos sabem que o líder não sobreviverá. E, não obstante as críticas que muitos faziam ao líder palestiniano nos últimos tempos, há agora um sentimento de carinho. Afinal, mais do que um líder, os palestinianos perderam um símbolo”. Este é o sentimento que reina entre os palestinianos, segundo Paulo Dentinho, enviado da RTP em Ramallah.
Israel reforçou as medidas de segurança, mas Paulo Dentinho não encontrou restrições particulares de circulação. “É a quarta vez que estou aqui e estas restrições são normais. Revistam-nos o carro, tivemos de usar uma viatura local para entrar em Belém, mas nada disto foge à normalidade. Aqui, este tipo de restrições são normais”, afirmou ao CM.
Segundo o enviado da RTP, sente-se alguma apreensão quanto à sucessão, mas os palestinianos estão habituados a viver sob o fio de navalha e aguardam-na serenamente.
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