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Correio da Manhã

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Confrontos após decisão de Xanana

A violência regressou ontem a Timor-Leste, depois do anúncio do partido de Xanana Gusmão, o CNRT, de que não faria coligação governamental com a Fretilin, segunda formação partidária mais votada nas eleições do passado dia 7. Apedrejamentos, cortes de estrada e carros queimados obrigaram à intervenção das autoridades policiais, com envolvimento dos militares da GNR. A embaixada portuguesa em Díli aconselhou os cidadãos lusos a permanecerem em c asa.

16 de Julho de 2012 às 01:00
Xanana Gusmão comunicou a sua decisão após uma reunião do partido
Xanana Gusmão comunicou a sua decisão após uma reunião do partido FOTO: Lirio da Fonseca/Reuters

"Tomámos a nossa decisão. Acreditamos que o próximo governo de coligação será melhor do que o dos últimos cinco anos", anunciou Xanana Gusmão no final de uma reunião do partido, que venceu as eleições sem maioria.

Em vez da Fretilin, foram convidados para integrar o executivo o Partido Democrático e a Frente Mudança.

Pouco depois do anúncio, começaram os incidentes. Segundo o comandante Barradas, da GNR, grupos de jovens apedrejaram e queimaram dezenas de carros e ergueram barricadas nas estradas. Registaram-se alguns feridos ligeiros, mas a situação foi declarada "pacificada" pela polícia timorense, apoiada pelos militares portugueses da GNR, durante a noite.

Perante a instabilidade, o embaixador de Portugal em Díli, Luís Barreira de Sousa, enviou mensagens para telemóveis de portugueses em Timor aconselhando-os a evitarem "saídas de casa" durante a noite.

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