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Correio da Manhã

Mundo
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Confrontos entre judeus e palestinianos semeiam caos em Jerusalém

Violência na Cidade Santa fere mais de 300 e ataque aéreo israelita mata dezenas em Gaza.
Francisco J. Gonçalves 11 de Maio de 2021 às 08:36
A polícia de Israel e palestinianos envolveram-se em confrontos
Os judeus festejaram aniversário da conquista de Jerusalém Leste
 Manifestantes judeus e palestinianos trocaram agressões
A polícia de Israel e palestinianos envolveram-se em confrontos
Os judeus festejaram aniversário da conquista de Jerusalém Leste
 Manifestantes judeus e palestinianos trocaram agressões
A polícia de Israel e palestinianos envolveram-se em confrontos
Os judeus festejaram aniversário da conquista de Jerusalém Leste
 Manifestantes judeus e palestinianos trocaram agressões
O clima de guerra regressou esta segunda-feira a Israel, deixando mais de 300 pessoas feridas numa batalha campal em Jerusalém. A Esplanada das Mesquitas, no coração da Cidade Santa, foi palco de confrontos violentos entre grupos de palestinianos armados de pedras e forças policiais israelitas. A violência estalou no dia em que Israel assinalava o aniversário da captura da parte leste de Jerusalém, durante a guerra de 1967.



A tensão escalou e horas depois do deflagrar dos confrontos, frente à mesquita de al-Aqsa, o Hamas atacou Israel com salvas de ‘rockets’. O ataque levou à evacuação preventiva do parlamento israelita, na parte nova da cidade, e teve como resposta raides aéreos que fizeram pelo menos 20 mortos na Faixa de Gaza.

O PM israelita, Benjamin Netanyahu, frisou que os raides são “o começo” de operações armadas em Gaza.

As marchas de judeus nas celebrações do Dia de Jerusalém foram a gota de água que fez deflagrar a violência de segunda-feira, pois a tensão tem-se avolumado desde que Netanyahu anunciou a intenção de expropriar dezenas de palestinianos na zona leste de Jerusalém para entregar as suas casas a colonos judeus.



A invasão da mesquita de al-Aqsa, terceiro lugar mais santo do Islão, levou o Hamas a emitir um ultimato a Israel para retirar da mesquita e do bairro de Sheikh Jarrah, onde as expropriações deverão acontecer. O lançamento de ‘rockets’ começou logo que o prazo expirou.

Indiferente às críticas internacionais, Netanyahu insiste em apossar-se da zona árabe de Jerusalém, no que os líderes palestinianos consideram um plano para tornar a cidade exclusivamente judaica.

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