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Correio da Manhã

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Congresso do MPLA encerra sem sucessor

Reeleito líder do partido, Eduardo dos Santos mantém tabu sobre eleições de 2017.
Francisco J. Gonçalves 21 de Agosto de 2016 às 09:47
Eduardo dos Santos prometeu retirar-se em 2018 mas, como líder do partido, é candidato às eleições de 2017
Eduardo dos Santos prometeu retirar-se em 2018 mas, como líder do partido, é candidato às eleições de 2017 FOTO: Herculano Coroado/Reuters
O VII Congresso do MPLA, que ontem terminou em Luanda, foi o primeiro desde o anúncio da retirada do presidente José Eduardo dos Santos, prometida para 2018, mas encerrou com um balanço que deixa poucas novidades.

A sucessão, aliás, nem sequer fez parte da ordem de trabalhos, como se esperava inicialmente, e fica por se saber se o presidente será candidato do partido às eleições marcadas para 2017.

Eduardo dos Santos foi reeleito presidente do partido na sexta-feira, terceiro dia do congresso, com 2543 votos (quase 100% do total). Uma formalidade, pois era o único candidato. A votação do novo Comité Central também trouxe pouco de novo. O órgão deliberativo do partido passou de 311 para 363 membros, mas a prometida renovação geracional fica reduzida praticamente à inclusão de dois filhos do presidente.

Isabel dos Santos, recentemente nomeada para a chefia da Sonangol, e que já foi vista como herdeira do poder, não foi candidata ao comité, deixando o caminho aberto à eleição de José Filomeno dos Santos, o agora presumível herdeiro, e da irmã Welwistchea dos Santos (ou ‘Tchizé’).

Notas de algum destaque, pela polémica que causaram em Portugal, foram a presença de Paulo Portas como convidado de honra e as palavras do representante do CDS, o deputado Hélder Amaral, que falou de uma maior proximidade, hoje, do seu partido e do MPLA, causando uma verdadeira tempestade política.
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