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ConocoPhillips adquire nova participação em campo de gás no Qatar

Fontes do meio petrolífero estimam que se produzirá cerca de 16 milhões de toneladas de gás por ano.
Lusa 30 de Outubro de 2022 às 17:40
Ministro da Energia do Quatar e CEO da ConocoPhilips
Ministro da Energia do Quatar e CEO da ConocoPhilips FOTO: Reuters
A petrolífera americana ConocoPhillips vai juntar-se à TotalEnergies e à Shell para desenvolver no Qatar uma parte do maior campo de gás natural do mundo, segundo um acordo assinado este domingo, anunciou o Ministério da Energia daquele país do Golfo.

A ConocoPhillips deterá 6,25% do projeto North Field South (NFS), que é, com North Field East, um projeto de extensão do campo 'offshore' de North Field, o maior campo de gás natural do mundo, que o Qatar divide com o Irão.

A francesa TotalEnergies e a britânica Shell são as parceiras iniciais do NFS, com uma participação de 9,37% cada, sendo os 75% restantes detidos pela empresa pública QatarEnergy (QE).

Fontes do meio petrolífero estimam que as empresas estrangeiras gastarão 5.000 milhões de dólares (5.023 milhões de euros) na participação conjunta de 25% no NFS, que produzirá cerca de 16 milhões de toneladas de gás por ano.

Tal como a italiana Eni, a ConocoPhillips tem já uma participação de 3,125% no North Field East, enquanto a Shell, a Total Energies e a americana ExxonMobil detêm 6,25%.

Após a assinatura do acordo com o presidente da ConocoPhillips, Ryan Lance, o ministro da Energia do Qatar, Saad Sherida Al-Kaabi, avançou ainda que o Qatar está a discutir com países asiáticos a sua participação no esforço de aumento da produção.

O Qatar, que é já um dos principais produtores de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, com os Estados Unidos e a Austrália, quer aumentar a sua produção em mais de 60% até 2027, data de início da produção do projeto Norte Field South, elevando-a até às 126 milhões de toneladas por ano

O Japão, a Coreia do Sul, a China e a Índia são os principais importadores de gás, vinculados por acordos de longo prazo ao Qatar.

A Europa há muito se opõe aos acordos de longo prazo pretendidos pelo emirado, mas, na sequência da guerra na Ucrânia, os importadores de GNL estão agora a tentar garantir fornecimentos alternativos ao gás russo.

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