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Correio da Manhã

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Contra-relógio para salvar vidas

As equipas de resgate protagonizavam ontem uma verdadeira corrida contra o tempo para tentar encontrar sobreviventes do violento sismo de magnitude 7.2 que no domingo sacudiu o sudeste da Turquia.
25 de Outubro de 2011 às 01:00
O cenário é desolador na região afectada pelo sismo. Socorristas lutam com falta de meios
O cenário é desolador na região afectada pelo sismo. Socorristas lutam com falta de meios FOTO: Reuters

O número de vítimas mortais continuava a subir, estando confirmadas pelo menos 279 mortes, segundo o mais recente balanço provisório. Havia ainda centenas de desaparecidos na sequência do sismo, que causou também mais de 1300 feridos. Receia-se que o terramoto tenha feito mais de mil mortos.

Entre os episódios trágicos há também algumas histórias com final feliz, uma delas vivida por um tenente da Força Aérea turca, Onur Eryasar, que conseguiu salvar a noiva dos escombros de um restaurante. Gul Karacoban, uma professora de 25 anos, almoçava quando se deu o abalo. O oficial viajou da sua base, na cidade de Van, também atingida, para a cidade de Ercis, a cerca de 100 km. Após falar com colegas da noiva, soube onde esta tinha ido almoçar. Já no local, às escuras, gritou pelo seu nome e, ao ouvir as vozes de pessoas encurraladas, convenceu os socorristas a começarem a escavar.

Ao início da manhã de ontem, viu premiada a sua perseverança, ao ver Gul ser retirada com vida após 18 horas sob os escombros. Num cenário em que tudo falta, sucedem-se as acusações ao governo pela deficiente resposta à tragédia.

TURQUIA SISMO MORTOS
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