Administração Federal de Aviação informou que o radar que direciona os aviões para dentro e para fora do aeroporto ficou inoperacional durante 90 segundos.
Os controladores de tráfego aéreo do aeroporto de Newark, Nova Jérsia, perderam esta sexta-feira de manhã o radar por breves instantes, pela segunda vez em duas semanas, renovando as preocupações sobre o antigo sistema de controlo aéreo dos Estados Unidos.
A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) informou que o radar da instalação em Filadélfia que direciona os aviões para dentro e para fora do aeroporto de Newark ficou inoperacional durante 90 segundos às 03h55 da manhã desta sexta-feira (08h55 em Lisboa).
A situação é semelhante ao que aconteceu em 28 de abril, noticiou a agência Associated Press (AP).
A primeira falha do radar levou ao cancelamento ou atraso de centenas de voos no aeroporto de Newark nas últimas duas semanas, depois de a FAA ter reduzido o tráfego no aeroporto para garantir a segurança.
Cinco controladores também entraram em licença por trauma após a interrupção, agravando a escassez existente.
O número de cancelamentos de partidas de Newark saltou esta sexta-feira de 40 para 68, após esta última interrupção, liderando o país, de acordo com o portal FlightAware.com.
Newark ocupa o segundo lugar no número de chegadas canceladas, com 72, mas este número também aumentou esta sexta-feira de manhã. Quase 400 atrasos foram reportados no aeroporto. As autoridades disseram que houve mais de 1.700 cancelamentos e atrasos no aeroporto esta semana.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse num briefing esta sexta-feira de manhã que a "falha em Newark" foi causada pelos mesmos problemas da semana passada, mas não interrompeu os voos.
A Administração de Donald Trump propôs na quinta-feira a modernização, até 2028, do sistema de controlo de tráfego aéreo norte-americano, tecnologicamente desatualizado e associado a recentes acidentes aéreos mortais e falhas técnicas.
O secretário dos Transportes norte-americano, Sean Duffy, indicou esta sexta-feira que o plano prevê seis novos centros de controlo do tráfego aéreo, bem como uma série de atualizações tecnológicas e de comunicações em todas as instalações de tráfego aéreo do país, nos próximos três ou quatro anos.
"Usamos radares da década de 1970 (...) O sistema que temos aqui? Não vale a pena salvá-lo. Não preciso de preservar nada disto. É demasiado antigo", disse Duffy, salientando que o controlo de tráfego no país depende ainda de disquetes e peças vendidas on-line.
A proposta prevê a instalação de tecnologia de fibra ótica, sem fios ou por satélite em mais de 4.600 locais, a substituição de 618 radares e mais do que quadruplicar o número de aeroportos com sistemas concebidos para reduzir os acidentes nas pistas.
Sobre o custo da modernização, Duffy disse que vai trabalhar com o Congresso sobre os pormenores, adiantando que serão "muitos milhares de milhões" de dólares.
O Comité de Transportes e Infraestruturas da Câmara dos Representantes orçamentou, na semana passada, 12,5 mil milhões de dólares (11,1 mil milhões de euros) para a revisão do sistema, mas essa estimativa foi feita antes de o Departamento de Transportes ter revelado o seu plano e Duffy disse que o preço final será mais alto.
O plano prevê que tudo esteja concluído até 2028 - embora Duffy tenha dito que pode levar mais um ano.
As exigências de reparação do sistema envelhecido que gere mais de 45.000 voos diários aumentaram desde a colisão no ar, em janeiro, entre um helicóptero do Exército e um avião comercial, que matou 67 pessoas nos céus da capital, Washington, D.C.
Esse acidente demonstrou, juntamente com uma série de outros casos, a necessidade imediata de atualizações, disse Duffy.
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