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Correio da Manhã

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Corbyn ataca May por cortes na polícia

Líder da oposição pediu demissão da chefe do governo por reduzir 20 mil efetivos quando foi ministra do Interior.
Francisco J. Gonçalves 6 de Junho de 2017 às 09:18
O líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn
O líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn
O líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn
Theresa May
Theresa May
Primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May
O líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn
O líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn
O líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn
Theresa May
Theresa May
Primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May
O líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn
O líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn
O líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn
Theresa May
Theresa May
Primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May
O líder trabalhista britânico pediu ontem a demissão da primeira-ministra, Theresa May, acusando-a pela diminuição drástica de efetivos da polícia nos anos em que foi ministra do Interior no governo de David Cameron. O pedido causou polémica por surgir em vésperas das eleições e num momento em que os britânicos estão de luto após mais um atentado, o terceiro em menos de três meses.

Jeremy Corbyn explicou depois que pretendia dizer que a chefe de governo deve ser afastada pelos eleitores. "As eleições de quinta-feira são a melhor oportunidade para lidar com isso", afirmou, corrigindo o polémico pedido de demissão a três dias das legislativas antecipadas. Mas o líder trabalhista, que nas últimas semanas viu o seu partido anular uma desvantagem de mais de 20% nas sondagens face ao Partido Conservador, insistiu que "os cortes espantosos" no financiamento da polícia "não deviam ter acontecido".

A primeira-ministra respondeu que Corbyn "sempre se opôs a dar mais poderes aos corpos de segurança" e frisou que, depois dos cortes de 2010 (quase 18% no financiamento da polícia) foi ela quem se opôs a cortes adicionais de 20% e lembrou que os trabalhistas na altura consideravam aceitável um corte extra de 10% no orçamento de segurança. May negou, ainda, que tenha decrescido o número de polícias armados nas ruas britânicas.

Os números, contudo, dão razão a Corbyn. Segundo a imprensa britânica, desde março de 2012 houve um decréscimo de polícias com acesso a armas de fogo, de 6756 efetivos para 5639 (os polícias regulares, no Reino Unido, usam somente um cassetete nas patrulhas diárias). Ao todo, entre 2010 e 2016, anos em que May foi ministra do Interior, a polícia perdeu cerca de 20 mil efetivos.

Karen Bradley, atual ministra da Cultura e membro da comissão do Tesouro quando May era titular do Interior, considera que os cortes de então foram consensuais. "Houve um decréscimo no número de polícias, é certo, mas em 2010 tivemos de tomar decisões difíceis. Todos os partidos estiveram de acordo sobre a necessidade dos cortes", lembrou.

Trump volta a atacar Sadiq Khan  
Depois do agressivo tweet de domingo em que atacou o mayor de Londres por ter dito, após o atentado, que os cidadãos "não têm razão para alarme", Donald Trump voltou ontem a atacar Sadiq Khan. "Desculpa patética a do mayor de Londres, que teve de pensar depressa para justificar a sua frase ‘não há razão para alarme’", disse no Twitter.

O gabinete de Khan respondeu que o mayor "tem mais que fazer do que responder a um tweet que tira deliberadamente a frase de contexto". De facto, Khan disse: "Os londrinos vão ver mais polícias nas ruas. Não há razões para ficarem alarmados".

Quis com isto dizer que a presença da polícia não devia alarmar, mas Trump considerou que ele disse não temer mais atentados.
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