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Correio da Manhã

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Coreia do Norte põe em dúvida cimeira com Trump

Regime de Kim Jong-un acusa os EUA de ameaças por causa de manobras militares na Coreia do Sul.
Francisco J. Gonçalves 17 de Maio de 2018 às 01:30
Kim Jong-un (à esquerda, com o PR sul-coreano Moon Jae-in) cancelou encontro de alto nível com responsáveis da Coreia do Sul e ameaça cimeira com Trump
Kim Jong-un, presidente da Coreia do Norte e Moon Jae-in, da Coreia do Sul, saudaram-se emotivamente
Kim Jong-Un
Kim Jong Un
Kim Jong-un (à esquerda, com o PR sul-coreano Moon Jae-in) cancelou encontro de alto nível com responsáveis da Coreia do Sul e ameaça cimeira com Trump
Kim Jong-un, presidente da Coreia do Norte e Moon Jae-in, da Coreia do Sul, saudaram-se emotivamente
Kim Jong-Un
Kim Jong Un
Kim Jong-un (à esquerda, com o PR sul-coreano Moon Jae-in) cancelou encontro de alto nível com responsáveis da Coreia do Sul e ameaça cimeira com Trump
Kim Jong-un, presidente da Coreia do Norte e Moon Jae-in, da Coreia do Sul, saudaram-se emotivamente
Kim Jong-Un
Kim Jong Un
A Coreia do Norte ameaçou esta quarta-feira cancelar a muito aguardada cimeira com o presidente Donald Trump se os EUA insistirem no desarmamento nuclear unilateral do regime de Kim Jong-un. Pyongyang acusou ainda os EUA de ameaças, por causa das manobras militares conjuntas com a Coreia do Sul que decorrem na Península Coreana. Por isso, suspendeu os encontros de alto nível que hoje manteria com enviados sul-coreanos.

O sinal de alerta em Pyongyang terá soado no fim de semana, quando o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, sugeriu que a Coreia poderia seguir um modelo de desarmamento nuclear semelhante ao da Líbia.

"É, essencialmente, uma manifestação de desígnios muito sinistros querer impor ao nosso digno Estado o destino da Líbia ou do Iraque, que colapsaram por terem cedido os seus territórios às grandes potências", afirmou Kim Kye-gwan, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte.

Recorde-se que Muammar Kadhafi abdicou do programa nuclear da Líbia em troca de ajuda financeira ocidental mas acabou assassinado anos depois durante uma revolta iniciada por grupos apoiados por potências ocidentais.

"Se os EUA estão a tentar encurralar-nos para forçar um desarmamento nuclear unilateral deixamos de ter interesse no diálogo e teremos de reconsiderar a participação na cimeira com os EUA", sublinhou Kim, lembrando que o seu país manifestou claramente "estar empenhado na desnuclearização da Península Coreana" mas com algumas condições prévias para o diálogo, entre elas "o fim das políticas hostis, das ameaças nucleares e da chantagem dos EUA".

O regresso da desconfiança e da tensão põe em causa meses de negociações que levaram a uma abertura sem precedentes do regime norte-coreano.

PORMENORES 
Gestos de abertura
A Coreia do Norte mostrou a sua boa vontade ao suspender os ensaios nucleares e os testes de mísseis, iniciar o desmantelamento das suas instalações nucleares e ao libertar três presos norte-americanos.

EUA mantêm preparativos
A Casa Branca fez saber que o presidente Trump continua a preparar a cimeira de 12 de junho com Kim Jong-un, em Singapura, partindo do princípio de que vai por diante. "Veremos se vai acontecer", disse ontem o presidente dos EUA, afirmando não ter sido informado de qualquer alteração por Pyongyang.
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