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Correio da Manhã

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Coronavírus causa praga de ratazanas gigantes

Reino Unido vê-se a braços com outro problema de saúde pública em plena pandemia de Covid-19.
Correio da Manhã 8 de Junho de 2020 às 11:05
Relatos de invasão de ratazanas gigantes multipliccam-se nas redes sociais
Relatos de invasão de ratazanas gigantes multipliccam-se nas redes sociais
Relatos de invasão de ratazanas gigantes multipliccam-se nas redes sociais
Relatos de invasão de ratazanas gigantes multipliccam-se nas redes sociais
Relatos de invasão de ratazanas gigantes multipliccam-se nas redes sociais
Relatos de invasão de ratazanas gigantes multipliccam-se nas redes sociais
Relatos de invasão de ratazanas gigantes multipliccam-se nas redes sociais
Relatos de invasão de ratazanas gigantes multipliccam-se nas redes sociais
Relatos de invasão de ratazanas gigantes multipliccam-se nas redes sociais
Relatos de invasão de ratazanas gigantes multipliccam-se nas redes sociais
Relatos de invasão de ratazanas gigantes multipliccam-se nas redes sociais
Relatos de invasão de ratazanas gigantes multipliccam-se nas redes sociais

Numa altura em que no Reino Unido continuam a aumentar os casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (tendo já ultrapassado os 280 mil casos e as 40 mil mortes), o país vê-se perante outro sério problema de saúde pública que está a assustar muitos britânicos: ratazanas gigantes.

Multiplicam-se os relatos e as imagens nas redes sociais, que mostram animais que ultrapassam os 40 centímetros apanhados dentro de casas por todo o Reino Unido. A Associação Britânica de Controlo de Pestes confirma que o caso está a tomar proporções preocupantes, e não apenas pelo tamanho dos animais, confirmando que houve um pico em atividade de roedores em quase todo o país desde o início das medidas de contenção e restrições decretadas.

Martin Kirkbride, um especialista em desratização, conta ao Telegraph que o negócio de ‘caça ao rato’ tem florescido com a pandemia do novo coronavírus e que recebe vários pedidos de ajuda diariamente, relatando casos em que os animais invadem prédios inteiros.

“Num dos últimos casos, havia uma infestação destas ratazanas gigantes dentro de um carro abandonado. O veículo estava junto a um restaurante chinês, que tinha deixado comida a apodrecer em sacos na rua. Não foi bonito”, conta Martin. O homem explica que estas invasões de roedores devem-se às medidas de confinamento, que deixaram estes animais sem as suas fontes de alimento habituais (lixo). Com os restaurantes fechados, sem produzir desperdício, as ratazanas foram ‘obrigadas’ a procurar alimento nas casas dos ingleses.

“Sempre houve ratazanas no Reino Unido. Mas de facto estão cada vez maiores. Não as vemos porque habitualmente não saem muito dos esgotos, o que agora tem acontecido. Elas vivem connosco e estão aqui, em nossas casas, por causa de nós. Quanto mais pessoas houver e mais movimento, mais comida vai haver para as ratazanas”, explicou Martin Kirkbride.

Ratazanas canibais em luta territorial

Os especialistas relatam ainda outro facto de arrepiar nesta invasão: com a falta de alimento, estas ratazanas estão a tornar-se canibais. Steven Belmain, professor do Instituto de Recursos Naturais de Greenwich, conta que também registou um aumento da presença de roedores nas casas dos subúrbios, devido à falta de comida para os animais nos centros urbanos.

“A fome tornou estes animais vorazes ao ponto de se comerem uns aos outros. E estão cada vez mais ‘descarados’. Já não têm medo de aparecer durante o dia. E estão a ficar cada vez mais territoriais, a defenderem as suas zonas de alimentação de outras colónias invasoras”, explica o especialista.

O professor Belmain acredita que as ratazanas gigantes voltarão aos esgotos das grandes cidades quando forem levantadas as restrições no Reino Unido, mas avisa que há possibilidade de algumas colónias se fixarem definitivamente nos subúrbios. “Elas migraram para zonas residenciais e, como encontram boas fontes de alimentação aí, acabam por se fixar. Tem sido um problema, tenho conhecimento de vários casos em que pediram ajuda”, conclui o responsável.

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