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Correio da Manhã

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Coronel terá sido morto por ciúme

A Polícia de S. Paulo acha que o assassínio do coronel Ubiratan Guimarães, de 63 anos, encontrado morto no seu apartamento na noite de domingo, foi um crime passional e aposta nessa linha de investigação, sem, no entanto, abandonar outras, como vingança do crime organizado.
13 de Setembro de 2006 às 00:00
Guimarães foi o comandante da operação policial que dia 2 de Outubro de 1992 matou à queima-roupa 111 presos amotinados na prisão de Carandiru, no que ficou mundialmente conhecido como ‘Massacre do Carandiru’.
Para as autoridades, o ciúme pode ter sido o motivo do crime, executado muito provavelmente por uma pessoa bastante próxima ao coronel. A Polícia adiantou ontem que a namorada do coronel, a advogada Carla Cepolino, de 40 anos, é considerada testemunha e não suspeita, mas uma divergência entre os depoimentos dela e o da própria mãe, a também advogada Liliana Prinzivalli, despertou a atenção das autoridades.
Carla, a última pessoa a ser vista a sair do apartamento do coronel, afirmou que os dois tinham discutido na noite de sábado por ele ter recebido um telefonema de outra mulher. A advogada garantiu que saiu irritada mas garantiu que não foi ela que desferiu o tiro no peito que matou o militar. Já a mãe de Liliana desmentiu essa discussão entre a filha e Guimarães e afirmou que foi este quem discutiu por telefone com uma ex-namorada que não parava de lhe ligar para o telemóvel. A pedido da Polícia, Carla vai entregar as roupas que usava na noite do crime para se ver se nelas existem vestígios de pólvora ou sangue.
Uma vizinha de Ubiratan Guimarães declarou à Polícia ter ouvido um estampido no apartamento dele por volta das 19 horas de sábado, hora a que ele e a namorada foram vistos a subir para o apartamento. A vizinha não ligou, achando que se tratava de alguma coisa de vidro a partir-se, e só associou o som ao crime quando soube da morte do coronel.
Apesar de a Polícia apostar na tese de crime passional não abandonou outras hipóteses como a da vingança de algum grupo de crime organizado, como o Primeiro Comando da Capital (PCC). Recorde-se que Ubiratan acabou ser ilibado pelo massacre.
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