Costa abre portas a nova relação com Angola

Portugal diz que o governo angolano deve 500 milhões a empresas portuguesas.
Quando António Costa aterrar na próxima segunda-feira em Luanda, será recebido pela nova nomenclatura de um país com os mesmos problemas de há décadas. Trata-se da primeira visita de um chefe de governo de Portugal desde 2011, com Passos Coelho, que procurava ultrapassar os constrangimentos nascidos de um "irritante" processo judicial contra o ex-vice-presidente de Angola, Manuel Vicente.

Costa quer abrir um novo ciclo de relações entre Portugal e Angola. Mas quer provas concretas de que existe vontade das autoridades angolanas.
O pagamento das dívidas às empresas portuguesas (especialmente de construção civil), que o executivo contabilizou em 500 milhões de euros, seria um excelente começo. Mas a verdade é que Angola não reconhece esse valor.

Seja como for, Portugal quer contribuir para a mudança de paradigma da economia angolana. Daí a ida do ministro da Agricultura, que prolongará a sua estadia em mais um dia com vista a dar resposta à solicitação angolana de novos investimentos no setor agroalimentar. Nesse sentido, António Costa visitará a exploração do Grupo Delta - a Agronabeiro em Angola.

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