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Costureiras de escolas de samba do Rio de Janeiro vão fabricar capas e aventais para profissionais de saúde

Equipamentos de proteção serão descartáveis, para deitar fora após serem usados pelos profissionais uma única vez.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 5 de Abril de 2020 às 20:40
Equipamentos de proteção contra o coronavírus
Equipamentos de proteção contra o coronavírus FOTO: Ricardo Ponte

Habituadas a produzir em grande quantidade e com rapidez fantasias para os desfiles de Carnaval, costureiras de duas escolas de samba da cidade brasileira do Rio de Janeiro começaram este fim de semana a fabricar produtos essenciais no combate à pandemia de coronavírus. Elas começaram a produzir também em ritmo acelerado, tal como no Carnaval, batas, aventais e outras formas de proteção para médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas e outros profissionais da linha de frente que lidam diretamente com pessoas infetadas pelo vírus, que no Brasil já matou quase 500 pacientes e contagiou mais de 10 mil.

A Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, da zona oeste do Rio de Janeiro, já está a trabalhar e deve entregar os primeiros aventais e batas já nesta segunda-feira. A escola recebeu os materiais, entre eles TNT, o Tecido Não Tecido, na sexta-feira, e começou a produção no sábado.

A outra escola que participa nesta parceria com a edilidade carioca através da empresa municipal RioSaúde, a Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, da zona norte da capital fluminense, vai receber os materiais segunda-feira, e a meio da semana começa a entregar a primeira remessa. Não há prazo para o fim da parceria, que pode ser estendida a outras escolas de samba da cidade, nem limite para a quantidade de batas e aventais, dependendo apenas da capacidade de produção e das necessidades, que vão variar de acordo com o aumento de casos de Covid-19 na cidade.

Todos os equipamentos de proteção serão descartáveis, para deitar fora após serem usados por médicos e outros profissionais uma única vez. Depois de atender um paciente usando uma dessas batas ou aventais descartáveis, o profissional deve trocar o equipamento de proteção por outro novo antes de ir atender o paciente seguinte.

Num hospital que atenda grande número de pacientes com Covid-19, podem ser necessários até dois mil aventais e batas dessas por dia, para garantir a segurança dos profissionais de saúde. Por isso as quantidades a serem produzidas pelas costureiras das escolas de samba também precisam de ser elevadas, para garantir que esses equipamentos de proteção individual não faltem e, se possível, garantir igualmente uma reserva para quando se estiver no chamado pico da pandemia no Rio de Janeiro, esperado para as próximas semanas.
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