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Correio da Manhã

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Covid-19 matou 4211 pessoas em 24 horas no Brasil

Cientista compara situação a ‘Fukushima biológico’.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 8 de Abril de 2021 às 09:19
Mortes por Covid-19 no Brasil
Mortes por Covid-19 no Brasil FOTO: Antonio Lacerda/EPA
Novamente no epicentro mundial da pandemia, o Brasil superou esta semana a trágica marca das quatro mil mortes diárias por Covid-19, numa altura em que o presidente Jair Bolsonaro continua a desvalorizar a gravidade da situação e a pressionar os governadores e autarcas para levantarem as medidas de confinamento.

Entre segunda e terça-feira, o Brasil registou 4211 mortes devido à Covid-19, ultrapassando largamente o recorde anterior, de 3950 vidas perdidas em 24 horas, verificado no final de março. Com os novos óbitos desta semana, o Brasil já contabiliza um total de 337 364 vidas perdidas para a Covid-19 desde o início da pandemia, em fevereiro de 2020.

Antes do Brasil, só um outro país em todo o mundo, os Estados Unidos, tinha ultrapassado a marca de 4000 mortes num único dia, registando em 12 de janeiro passado o máximo de 4476 vítimas fatais, recorde que pode ser batido em breve pelo Brasil.

Um estudo da Universidade de Washington alertou que a Covid-19 pode matar, só em abril, mais de 100 mil brasileiros, e a Fiocruz, fundação do Rio de Janeiro especializada em saúde, estima que as mortes provocadas pelo agravamento da pandemia no Brasil possam atingir as 5000 ao dia até final do mês.

“É como uma reação em cadeia num reator nuclear, está completamente fora da controlo. É um Fukushima biológico”, afirmou à Reuters o epidemiologista brasileiro Miguel Nicolelis, referindo-se ao trágico acidente nuclear de 2011 no Japão.

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