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Cozinheira envenena almoço escolar porque "lhe apeteceu"

Pelo menos 22 crianças e 16 adultos precisaram receber atendimento médico depois de uma cozinheira colocar veneno para ratos na comida destinada ao almoço de alunos, professores e funcionários da Escola Estadual Dr. Pacheco Prates, em Belém Velho, área metropolitana da cidade brasileira de Porto Alegre, e serviu a comida a todos como se nada estivesse a acontecer.
7 de Agosto de 2011 às 00:00
Ao ver o veneno, a suspeita diz que sentiu vontade de misturá-lo com a refeição e foi isso que fez
Ao ver o veneno, a suspeita diz que sentiu vontade de misturá-lo com a refeição e foi isso que fez FOTO: Arquivo CM

A polícia não teve muita dificuldade para descobrir a autoria do envenenamento colectivo, já que a cozinheira, Wanusi Mendes Machado, de 23 anos, assumiu sem hesitações ter sido ela a pôr o veneno no 'strogonoff', misturado com creme de leite, o que disfarçou o sabor e o cheiro fortes da substância.

Se já ficou espantado ao saber que a própria cozinheira tinha posto veneno na comida, o inspector Cléber Santos de Lima, que investiga o caso, ficou ainda mais estupefacto quando a acusada “explicou”, se é que se pode chamar assim, o seu tresloucado acto.

Wanusi afirmou que não tem inimigos ou desavenças na escola, onde trabalhava há apenas três semanas, dá-se bem com toda a gente, e que envenenou a comida simplesmente porque lhe deu vontade.

A suspeita garantiu ao inspector que, ao preparar o almoço encontrou por acaso o veneno, que sobrara de uma desratização realizada há pouco tempo. Ao ver o veneno, contou ela como se fosse a coisa mais natural do mundo, sentiu vontade de misturá-lo com a refeição e foi isso que fez.

A mulher foi incriminada por tentativa de homicídio, mas o inspector afirmou que vai pedir exames para aferirem a sanidade mental de Wanusi. É que ela, apesar de saber que a comida estava envenenada, também comeu dela ao lado de outros funcionários.

Ela, os alunos e os professores e outros funcionários da escola que comeram o 'strogonoff', segundo o governo local, não correm risco de vida. Mas ainda vão ser necessários novos exames para verificar se alguém, principalmente os alunos mais jovens, ficaram com alguma sequela devido à ingestão do veneno.

Wanusi, depois de incriminada, foi libertada, pois não houve flagrante, mas a polícia vai pedir a prisão preventiva dela à justiça.

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