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Correio da Manhã

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CRIANÇAS PERDIDAS

A história da Joana, da Figueira, Portimão, como antes a história da Catarina, de Ermesinde, que terá sido violentada pelo pai e pela tia até à morte em Outubro passado, como tantas outras histórias, publicadas ou não, mostram – para quem não soubesse – como é tão difícil a vida de muitas crianças.
26 de Setembro de 2004 às 00:00
CRIANÇAS PERDIDAS
CRIANÇAS PERDIDAS
Em ambos os casos trata-se de famílias desestruturadas e em ambos houve instituições públicas que foram alertadas para os problemas que as crianças tinham e nada puderam fazer. As Comissões de Protecção de Crianças em Risco não puderam valer à Joana, como não puderam evitar a morte horrenda da Catarina (que tinha apenas dois anos).
Dizem as estatísticas e os estudos que estes casos envolvem sempre gente muito próxima das crianças. A família não protege, agride. E contra isto há uma enorme impotência, a menos que queiramos o Estado em cada casa a vigiar. E mesmo assim, não era possível evitar alguns casos.
A única via para outra sociedade é mais formação, mais escola, mais cultura, mais valores seguros, porque há o certo e o errado, há o bem e o mal. A opção entre estudar ou ir trabalhar para as obras aos 15 anos não é justa. As Joanas e as Catarinas têm direito a ter mães, pais e tios que saibam disso.
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