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Criminosos do PCC burlam greve de fome

A greve de fome iniciada na segunda-feira passada pelos líderes da facção criminosa paulista PCC, Primeiro Comando da Capital, é uma farsa e está a ser burlada com a ingestão de, pelo menos, açúcar e bolachas.

13 de novembro de 2006 às 00:00

De acordo com um funcionário que lida directamente com os reclusos na penitenciária de segurança máxima de Presidente Bernardes, a 589 km de São Paulo, onde os principais chefes do PCC foram confinados. Até o líder máximo da organização, Marcos William Herbas Camacho, o Marcola, participa na fraude.

O funcionário, que pediu para o seu nome e função não serem revelados para não sofrer represálias, viu por acaso, sem ser visto, que um dos presos, supostamente em greve de fome, não sabendo que estava a ser vigiado, comia açúcar e bolachas que fora buscar a um esconderijo na cela. Desconfiado, o funcionário passou a vigiar também outros líderes do PCC que participam no protesto e confirmou que boa parte dos 44, supostamente em jejum há uma semana, na verdade consomem alimentos energéticos às escondidas.

A direcção da penitenciária supõe que os reclusos do PCC armazenaram o açúcar e as bolachas servidas nas semanas anteriores ao início da greve de fome, para consumirem durante o falso jejum, que visa conseguir o abrandamento das rigorosas medidas disciplinares a que estão submetidos. Outra possibilidade que está a ser aventada é a de que advogados dos presos, que não são revistados, lhes levem outros suprimentos discretos, como tabletes de cereais, bastante energéticas.

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