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Correio da Manhã

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CUBA: CAÇA AOS DISSIDENTES

O governo cubano fez nos últimos dias a mais importante operação contra os dissidentes desde há alguns anos, de acordo com alertas dados ontem por diplomatas e militantes dos Direitos do Homem.
23 de Março de 2003 às 00:03
O regime castrista aproveitou os últimos dias para prender 72 dissidentes
O regime castrista aproveitou os últimos dias para prender 72 dissidentes
Enquanto as atenções do mundo inteiro estão voltadas para o Iraque, as forças de segurança levaram a cabo um total de 72 prisões, entre militantes políticos, jornalistas, economistas e outros.

“Desde há anos que o governo procura fazer desaparecer o movimento a favor da democracia. O regime inquieta-se pelo eco que alguns dissidentes têm tanto no estrangeiro, como dentro do próprio país”, disse Elizardo Sabches, um veterano da dissidência.

Nas buscas às casas das pessoas detidas, a polícia apreendeu computadores, máquinas de telecópia e de escrever, bem como livros e todo o género de documentos.

Entre os dissidentes presos está Martha Beatriz Roque, uma economista opositora de longa data do regime de Fidel Castro, e também o jornalista dissidente de maior nomeada, Raul Rivero.

GREVE DE FOME

Martha Beatriz Roque que já passou três anos atrás das grades por ter criticado o regime, estava em greve de fome em companhia de outros cinco dissidentes, reclamando a libertação de presos políticos.

Outros dos detidos tinham encontrado recentemente James Cason, primeiro diplomata dos EUA credenciado em Havana desde há quase quatro décadas, ou assistido em eventos organizados pela representação de interesses norte-americanos em Cuba, referiu fonte do governo castrista que afirmou: “Várias dezenas de pessoas directamente ligadas às actividades conspirativas de James Cason foram presas pelas autoridades e serão acusadas perante a justiça”.

Desde a sua chegada à ilha comunista em Setembro de 2002, James Cason manifestou o seu apoio aos opositores anticastristas que ele recebe abertamente em sua casa.

As autoridades de Havana têm, por seu lado, limitado os movimentos dos diplomatas americanos, também em resposta a medidas similares tomadas por Washigton, onde os funcionários cubanos necessitam de autorização específica para sair dos limites da capital federal.
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