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Da América insegura de Joe Biden ao olhar matador de Melania para Ivanka. A campanha de Trump em 4 pontos-chave

Presidente dos EUA repetiu a estratégia de campanha usada em 2016 contra Hillary Clinton.
Correio da Manhã 29 de Agosto de 2020 às 11:13
Donald Trump afirmou que a Oracle é uma 'excelente empresa' e que o presidente Larry Ellison é uma 'pessoa formidável'
Donald Trump, presidente dos EUA
Donald Trump afirmou que a Oracle é uma 'excelente empresa' e que o presidente Larry Ellison é uma 'pessoa formidável'
Donald Trump, presidente dos EUA
Donald Trump afirmou que a Oracle é uma 'excelente empresa' e que o presidente Larry Ellison é uma 'pessoa formidável'
Donald Trump, presidente dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou esta quinta-feira no quarto dia da Convenção Republicana na Casa Branca. Trump aceitou a nomeação dos republicanos para um segundo mandato na presidência num discurso que se tornou num dos mais longos de sempre ao durar mais de uma hora. 

Em frente a uma multidão de apoiantes, que não respeitaram o distanciamento físico ou uso de máscaras aconselhados pelas autoridades de saúde dada a pandemia do coronavírus, Trump atacou Biden, colocou a pandemia em segundo lugar e tentou convencer quem o ouvia de que não era racista. 

O ataque a Joe Biden, a concorrência que Trump quer esmagar
Donald Trump usou a estratégia usada em 2016, nas presidenciais em que concorreu contra Hillary Clinton, para conquistar o voto dos americanos. Num discurso inflamado contra Joe Biden, o presidente dos EUA afirma que a vitória democrata só irá acentuar o conflito racial e a pandemia. 

Trump descreveu o seu oponente como um político de extrema-direita que iria tornar a América mais perigosa e sem lei. "Esta eleição decidirá se protegemos os americanos cumpridores da lei ou se damos rédea solta aos violentos anarquistas e criminosos que ameaçam os nossos cidadãos", defendeu Trump. "Ninguém estará seguro na América de Biden", fez questão de sublinhar. 

Biden já reagiu a estas declarações através de uma publicação no Twitter: "Quando Donald Trump diz que vocês não estariam seguros na América de Joe Biden, olhem à vossa volta e perguntem-se: Quão seguros se sentem na América de Donald Trump?". 

Pandemia? Trump usa números falsos para afirmar que geriu bem esta crise
Ao longo do seu discurso, Trump preferiu abordar a sua gestão da pandemia de forma superficial e garantindo que tudo fez para que os americanos estivessem seguros. 

Através de números falsos da pandemia nos EUA, o presidente afirmou que a crise estava perto de terminar com uma vacina produzida antes do final do ano e classificou o seu desempenho como positivo. 

"Nos últimos meses, a nossa nação e todo o planeta foram atingidos por um novo e poderoso inimigo invisível. Estamos a enfrentar este desafio", afirmou. "Estamos a administrar terapias que salvam vidas e produziremos uma vacina antes do final do ano, ou talvez até antes", concluiu. 

Apesar do que apregoa Trump, a pandemia nos EUA está longe de estar controlada. Só em três dias, entre 24 a 26 de agosto, os primeiros três dias da Convenção Republicana, morreram mais de 3200 americanos. Um número maior do que as mortes que ocorreram nos ataques terroristas do 11 de setembro de 2001. 

Convencer os americanos de que não é racista
Numa tentativa de limpar a sua imagem, uma vez que tem sido fortemente criticado após a morte de George Floyd e o caso de Jacob Blake, um homem negro baleado pela polícia em Kenosha no passado dia 23 de agosto, Donald Trump apontou para Biden afirmando que neste momento de tensão racial nos EUA, a eleição de Biden para presidente apenas iria agravar o problema. 

Trump afirma que o país, aos olhos da esquerda, é a "uma nação ímpia que deve ser punida pelos seus pecados", mas que aos seus olhos é a "nação mais livre, justa e excepcional do planeta". 

O olhar matador de Melania para Ivanka Trump
E, como nem só do discurso de Trump se faz a campanha, Melania Trump também tem estado sob o olhar atento dos americanos e, as suas expressões acabam por ser, muitas vezes, protagonistas nas suas aparições ao lado de Donald Trump.

O mais recente momento foi esta quinta-feira, durante a Convenção Republicana, num olhar da primeira-dama para a filha do presidente. 

A primeira-dama, ao lado do presidente, surge a cumprimentar a enteada Ivanka em palco de sorriso no rosto, mas, mal Ivanka vira costas, Melania muda de imediato a expressão e as imagens tornaram-se virais nas redes sociais. 

Melania revira os olhos após a passagem de Ivanka o que espoletou várias teorias de que a relação entre as duas das mulheres não é das mais tranquilas. 

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