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Correio da Manhã

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Daesh massacra 232 pessoas em Mossul

Dados revelam ainda que oito mil famílias foram feitas reféns pelos terroristas.
28 de Outubro de 2016 às 11:08
Ofensiva em Mossul já dura desde dia 17 de outubro
Ofensiva em Mossul já dura desde dia 17 de outubro
Ofensiva em Mossul já dura desde dia 17 de outubro
Os 'jihadistas' do grupo Estado Islâmico executaram pelo menos 232 pessoas esta semana na zona de Mossul, norte do Iraque, à medida que as tropas iraquianas se aproximam da cidade, acusou hoje uma porta-voz da ONU em Genebra.

Informações recebidas pela ONU referem a "execução a tiro, na quarta-feira" 26 de outubro de 232 pessoas, disse à imprensa uma porta-voz do Alto Comissariado dos Direitos Humanos, Ravina Shamdasani.

Entre as vítimas, precisou, estão "190 antigos agentes das forças de segurança iraquianas".

As informações "foram corroboradas na medida do possível", acrescentou, sublinhando que o número de execuções pode ser superior.

A porta-voz deu por outro lado conta de informações segundo as quais o Estado Islâmico está a forçar as populações das zonas em volta de Mossul a juntarem-se na cidade, para servirem de escudos humanos na batalha por Mossul, bastião do grupo extremista no Iraque que o exército, apoiado por uma coligação internacional, quer tomar.

O grupo "forçou dezenas de milhares de pessoas a abandonarem as suas casas nalguns distritos em volta de Mossul", disse a porta-voz.

Os civis que recusam obedecer às ordens dos 'jihadistas'"são executados no momento", disse.

Do outro lado da ofensiva, pelo menos 800 combatentes do grupo extremista Daesh foram mortos desde o início da ofensiva terrestre, a 17 de outubro.

"Pensamos que foram mortos entre 800 a 900 combatentes nas operações" das forças iraquianas, declarou o general Joseph Votel, que chefia o centro de comando do exército norte-americano (CENTCOM), em entrevista à agência noticiosa France Presse (AFP) a partir de um local não divulgado.

As forças de segurança iraquianas e as milícias 'peshmerga' curdas estão a avançar para Mossul, ao longo de vários eixos e têm progredido rapidamente à medida que se aproximam do reduto do Daesh, a segunda maior cidade do Iraque.

A ofensiva, que começou há dez dias, tem estado, até agora, concentrada nas localidades nos arredores de Mossul e a resistência pode aumentar quando as forças iraquianas conseguirem entrar na cidade.

Estimativas norte-americanas apontavam para a presença de entre 3.500 e cinco mil combatentes do Daesh em Mossul, e de mais dois mil na região circundante.

Votel afirmou ser difícil fornecer números exatos devido à mobilidade dos combatentes do Daesh na cidade e entre a população local.

O Daesh perdeu a capacidade de se movimentar em grande número, o que torna mais difícil a substituição de baixas em combate, sobretudo se forem elevadas, acrescentou.

Anteriormente, a coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, que combate o Daesh tinha referido "não recorrer à contagem de baixas como medida de eficácia na campanha para derrotar o Daesh no Iraque e Síria".

Apesar desta declaração, alguns números são anunciados periodicamente.
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