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Desaparecidos no desabamento do Rio podem nunca ser encontrados

As cinco vítimas ainda não encontradas nos escombros dos três edifícios que desabaram na noite da passada quarta-feira no centro da cidade brasileira do Rio de Janeiro poderão nunca ser encontradas. A opinião, revelada inicialmente pelo comandante dos bombeiros e da Protecção Civil do Rio de Janeiro, coronel Sérgio Simões, ganha cada vez mais força.
30 de Janeiro de 2012 às 21:49
Nesta segunda-feira, os bombeiros começaram a revirar destroços que se amontoaram sobre edifícios vizinhos, nas traseiras e outras partes abertas
Nesta segunda-feira, os bombeiros começaram a revirar destroços que se amontoaram sobre edifícios vizinhos, nas traseiras e outras partes abertas FOTO: Ricardo Moraes/Reuters

Desde a noite de sexta-feira, quando as equipas de resgate localizaram a 17.ª vítima fatal, mais nenhum corpo foi localizado nos escombros que ainda existem no local do desabamento, a Avenida 13 de Maio, junto ao Largo da Cinelândia.

Também nenhum corpo inteiro foi encontrado desde aí na gigantesca montanha de escombros que se formou num terreno da cidade de Duque de Caxias, na área metropolitana do Rio, para onde as cerca de 50 mil toneladas de destroços foram levadas, mas os bombeiros encontraram pedaços de ossos e outros despojos humanos de pequenas dimensões.

Nesta segunda-feira, os bombeiros começaram a revirar destroços que se amontoaram sobre edifícios vizinhos, nas traseiras e outras partes abertas, inclusivé nos fundos do Teatro Municipal, onde também cairam pedaços dos três edifícios.

Ao mesmo tempo, apesar do imenso risco, as equipas de resgate tentam chegar ao subsolo do Edifício Liberdade, que tinha 20 andares, e foi o primeiro a ruir, derrubando os outros dois que estavam ao lado, um de quatro e o outro de 10 andares, tentando encontrar alguma nova vítima.

Segundo o Coronel Sérgio Simões, com o imenso peso dos três imóveis, alguns corpos, principalmente os que estavam nos andares mais baixos, podem ter sido totalmente esmagados, misturando-se com as toneladas de poeira, lama e destroços.

Um outro oficial, o coronel Sobral, chegou a dar o exemplo de um dos carros atingidos pelos destroços e que, segundo ele, ficou reduzido à grossura de uma folha de papel, mesmo sendo muito mais resistente do que um corpo humano.

Nesta segunda-feira, com a área do desabamento protegida por tapumes metálicos, foi autorizada a circulação de pessoas pela Avenida 13 de Maio. Vários edifícios da rua, e também da Avenida Almirante Barroso e Senador Dantas continuam interditados, até que seja possível analisar criteriosamente os danos que sofreram, pois foram atingidos por destroços.

O edifício ao lado do maior que desabou, esse terá que passar por uma reforma na parede que ficava colada ao outro, e que foi parcialmente arrancada.

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