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Correio da Manhã

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Desastre de 2011 em Fukushima causou 1.605 mortes indirectas

Maior número de mortes está relacionado com o agravamento de doenças devido à falta de tratamento adequado.
17 de Dezembro de 2013 às 09:29
Fukushima dois anos depois do terramoto
Fukushima dois anos depois do terramoto FOTO: The Asahi Shimbun/Colaborador

O terramoto, tsunami e acidente nuclear de março de 2011 causaram na província japonesa de Fukushima 1.605 mortes indiretas até novembro, segundo dados oficiais citados esta terça-feira pelo diário ‘Mainichi’.

De acordo com os dados do Governo de Fukushima, o maior número de mortes está relacionado com o agravamento de doenças devido a falta de tratamento adequado ou agravamento das condições de vida das pessoas que foram obrigadas a deixar as suas casas na sequência do acidente nuclear, o que gerou suicídios.

Cerca de 52 mil pessoas continuam deslocadas em Fukushima desde o desastre de 2011, muitas das quais a residir em casas temporárias e sem saber quando e se poderão um dia regressar a casa.

O número de mortes indiretas em Fukushima é praticamente o mesmo do que o número de mortes diretas do desastre de 2011, ou seja, 1.606.

De acordo com os especialistas, quando mais tempo passa, mais difícil é estabelecer com clareza as causas das mortes indiretas, o que dificulta a gestão das indemnizações.

No caso de Fukushima, as autoridades aceitaram o pagamento de 80% das compensações reclamadas, que, no total, podem atingir cinco milhões de ienes (35.270 euros). 

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