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Desvendado mistério na morte de mais de 60 crianças em hospital do Texas

Enfermeira Genene Jones foi a chave para encontrar a resposta.
Correio da Manhã 21 de Junho de 2020 às 08:52
Conhecida como uma enfermeira conceituada no Texas, nos EUA, Genene Jones foi agora considerada culpada na morte de mais de 60 crianças.
Genene licenciou-se na década de 1970 no antigo Hospital do Condado de Bexar em San Antonio, no Texas, agora conhecido como Hospital Universitário de San Antonio.

Jones tinha 27 anos quando as mortes começaram a acontecer na ala pediátrica do hospital. O nível de paragens cardiorespiratórias e de hemorragias incontroláveis aumentou brutalmente nas crianças. Entre maio e dezembro de 1981 morreram 20 bebés e começou a ficar claro para o hospital que algo de errado se passava. 

A atitude não levantava grandes suspeitas porque sempre que uma criança morria, Genene parecia transtornada. Chegou mesmo a agarrar os corpos das crianças como despedida, avança o Mirror.

Todos os funcionários foram investigados e uma colega de Jones levantou a suspeita: acusou a enfermeira de matar os bebés. No entanto por falta de provas nada aconteceu. 

Genene acabou mesmo por abandonar o hospital e foi trabalhar para uma clínica privada. Logo no inicio começaram a aparecer crianças com problemas respiratórios que acabavam por ser transferidas para o hospital. Todas as crianças que iam à clínica ficavam doentes e as suspeitas voltaram a surgir. 

Foi no mesmo hospital onde tinha trabalhado que se descobriu o mistério. Uma das crianças que foi medicada na clínica sofreu uma paragem cardiorespiratória a caminho do hospital, para onde ia por ter piorado o seu estado de saúde, morreu no caminho. Era uma menina de apenas 15 meses, Chelsea McClellan.

Um médico do hospital, Holland, ficou desconfiado e decidiu fazer uma autópsia à pequena Chelsea onde foi detetado um poderoso relaxante muscular que nunca é administrado em bebés.

A dona da clínica onde a enfermeira trabalhava descobriu, através do médico, e acabou por despedi-la.

Genene foi acusada do homicídio de Chelsea e do envenenamento de uma outra criança. Os media, que estiveram no julgamento pela morte de Chelsea, apelidaram a enfermeira de 'Anjo da Morte'. Foi condenada a 99 anos de prisão.

Um ano depois, voltou a julgamento pelo envenenamento de Rolando Santos, de quatro anos de idade. Injetou medicamentos para diluir o sangue mas o menino conseguiu sobreviver. Foi condenada a mais 60 anos de prisão. 

Em 2018, colocou-se a hipótese de que Genene podia sair em liberdade devido a uma mudança na lei. Mas a enfermeira confessou ter envenenado mais uma criança e a pena voltou a aumentar.
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