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Detenções apertam cerco judicial a Temer

Três amigos e colaboradores de longa data do presidente foram detidos em operação ordenada pela Procuradora-Geral brasileira.

31 de março de 2018 às 08:01

Novos indícios de corrupção, considerados "fortíssimos" pela procuradora-geral Raquel Dodge e pelo juiz do Supremo Tribunal Luís Roberto Barroso, atingiram em cheio o presidente brasileiro Michel Temer. Numa operação pedida pela PGR e autorizada por Barroso, vários membros do círculo íntimo de Temer foram presos na quinta-feira, entre eles dois amigos que atuavam como ‘testas de ferro’.

Um deles, o ex-coronel João Batista Lima, amigo de Temer há décadas, é acusado pelo Ministério Público de ser um dos responsáveis pelo recebimento de milhões em ‘luvas’ supostamente destinadas ao presidente. Segundo a Polícia Federal, num dos casos mais flagrantes, Lima terá pago 250 mil euros em dinheiro vivo para a reforma da casa em São Paulo da filha de Temer, Maristela, obra a cargo da arquiteta Maria Rita Fratezi, mulher do coronel.

Outro detido na operação foi o advogado José Yunes, amigo de Temer há 50 anos e antigo assessor-chefe da Presidência, forçado a demitir-se no início de 2017 após se descobrir que recebeu no seu escritório milhões em dinheiro vivo que o MP diz que eram ‘luvas’ destinadas ao chefe de Estado, que nega tudo.

Um terceiro aliado de Temer preso foi Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura, para quem, segundo detidos noutras ações que passaram a colaborar com a justiça, o presidente pediu a um empresário uma ‘mesada’ de 25 mil euros.

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