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Correio da Manhã

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Detidos 20 alegados incendiários na Galiza

O número de fogos na Galiza, em Espanha, continua a aumentar. Esta sexta-feira contabilizam-se 200 incêndios activos dos quais 100 estão por circunscrever com cerca de 7000 mil homens no combate às chamas. De acordo com as autoridades 20 pessoas, entre elas um ex-responsável de uma brigada anti-incêndios, foram detidas desde 1 de Agosto nesta região espanhola.
11 de Agosto de 2006 às 16:47
A progressão dos incêndios coincide com um aumento das detenções de suspeitos de fogo posto. Nas últimas três horas surgiram 24 novos incêndios, a maioria na província de Pontevedra, a zona mais assolada pelo fogo na Galiza, com 55 fogos activos dos quais apenas cinco estão controlados ou circunscritos.
Em Ourense, a situação agravou-se esta madrugada com cinco novos fogos, elevando para 19 o total de incidências activas, das quais apenas seis estão controlados. Várias casas estão ameaçadas nos arredores da cidade, pelo que o alerta na região foi elevado para o nível 1, o valor máximo.
A zona da Corunha mantém-se com o nível 2 de alerta, com 51 incêndios activos, dos quais 15 estão controladas.
De acordo com o Ministério do Ambiente espanhol, os incêndios em Espanha já destruíram mais de 40 mil hectares, metade da média dos últimos 10 anos, com a Galiza a representar um quarto de toda a zona ardida.
GRUPOS ORGANIZADOS
O governo espanhol não descarta a hipótese de existirem grupos organizados. O ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, que preferiu não decretar o estado de emergência na Galiza como havia solicitado o líder da oposição, Mariano Rajoy, defendeu hoje que muitos dos fogos apresentam um carácter "estratégico" e são "planificados com más intenções".
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