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Detidos manifestantes antes de entregarem "prendas" a Putin

Dez manifestantes da oposição foram detidos pela polícia quando tentaram aproximar-se do edifício da Administração Presidencial para entregar "prendas" a Vladimir Putin, que hoje comemora o 60.º aniversário.
7 de Outubro de 2012 às 19:31
Os manifestantes tentaram realizar a iniciativa anunciada sob a palavra de ordem "enviemos o velhote para a reforma", mas a polícia começou a detê-los
Os manifestantes tentaram realizar a iniciativa anunciada sob a palavra de ordem 'enviemos o velhote para a reforma', mas a polícia começou a detê-los FOTO: Reuters

"Eu trazia comigo um ancinho para oferecer ao presidente Putin, mas fui levado para a polícia para um carro celular", contou à Lusa um dos líderes da oposição, Roman Dobrokhotov, depois de sair da esquadra.

Os manifestantes tentaram realizar a iniciativa anunciada sob a palavra de ordem "enviemos o velhote para a reforma", mas a polícia começou a detê-los logo que eles tentaram retirar alguma coisa dos sacos.

"Não sei se lhe ofereceram Viagra, como alguns tinham prometido, mas vi a polícia a deter um manifestante que lhe quis oferecer uma farda da prisão", acrescentou Dobrokhotov.

Segundo este militante da oposição, ele foi o primeiro a ser posto em liberdade "depois de ter pago uma multa de 200 rublos (5 euros) por ter atravessado a rua num lugar inapropriado".

Entretanto, numa entrevista informal transmitida pelo canal NTV, o dirigente russo teceu fortes críticas à oposição russa e considerou ter o apoio da esmagadora maioria da população.

"Se alguém pretende ao papel de líder, deve fazer algo para provar do que é capaz. Uma coisa é criticar, mesmo que justamente, mas outra coisa é propor trabalho construtivo", explicou ele.

"Claro que me mostram sondagens, mas eu não presto atenção a isso. O principal é o sentido interno de que está correto o que eu faço. E o sentimento com que as pessoas reagem a isso. Não só um pequeno grupo de intelectuais por mim respeitados, mas o verdadeiro povo russo", acrescentou.

Segundo ele, "a esmagadora maioria apoia Putin. E isso dá-me direito a dedicar-me à atividade de Estado que tenho realizado até agora".

Vladimir Putin apoiou a decisão do tribunal de Moscovo que condenou as três jovens do grupo-punk Pussy Riot a dois anos de prisão por terem entoado uma canção contra ele num templo ortodoxo de Moscovo.

"Fizeram muito bem em detê-las e o tribunal fez bem ao tomar a decisão. Porque não se pode minar as bases da moral, destruir o país. Com que ficaremos então?", perguntou ele.

O líder russo falou aos jornalistas do seu horário de trabalho e abriu aos jornalistas a porta do seu frigorífico.

Por exemplo, os russos ficaram a saber que o requeijão que Putin come ao pequeno-almoço é fornecido pelo próprio Patriarca Ortodoxo, Kirill I.

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