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Correio da Manhã

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Detroit abre falência

Trabalhadores do setor público e fundos das pensões são alguns dos credores da cidade.
20 de Julho de 2013 às 01:00

A cidade norte-americana de Detroit, estado de Michigan, declarou falência efetiva, fruto da crise económica, política e social que tem vivido nas últimas décadas.

Sede dos três gigantes da indústria automóvel, General Motors, Ford e Chrysler, Detroit tem uma dívida estimada de 15 mil milhões de euros, e deve dinheiro tanto aos trabalhadores do setor público, como aos seus fundos de pensões.

O declive da indústria automóvel nos EUA, que tem sofrido altos e baixos, desde os anos 70, foi o principal motivo que levou à queda da, outrora, quarta maior cidade dos EUA.

Detroit mergulhou numa profunda crise económica, política e social, nos últimos 20 anos. Dos 600 mil habitantes, 36% vive abaixo do limiar da pobreza, e cerca de 80 mil edifícios estão abandonados, alguns à venda por um simples dólar. Entre 2000 e 2010, a cidade perdeu 250 mil habitantes, a corrupção envolveu o governo e a taxa de homicídios é a maior dos
últimos 40 anos.

Um historial 'negro', que torna Detroit no maior caso de falência municipal nos EUA.

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