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Correio da Manhã

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Dezenas de migrantes atingidos a tiro enquanto fugiam na Líbia

Guardas de campo de detenção mataram migrantes quando fugiam a bombas.
Maria Inês Jorge e Francisco J. Gonçalves 5 de Julho de 2019 às 08:23
Dezenas de migrantes atingidos a tiro enquanto fugiam

O acordo ainda terá de ser aprovado pelos respetivos parlamentos
Líbios, vistos por trás de uma bandeira do país,
Dezenas de migrantes atingidos a tiro enquanto fugiam

O acordo ainda terá de ser aprovado pelos respetivos parlamentos
Líbios, vistos por trás de uma bandeira do país,
Dezenas de migrantes atingidos a tiro enquanto fugiam

O acordo ainda terá de ser aprovado pelos respetivos parlamentos
Líbios, vistos por trás de uma bandeira do país,
Dezenas de migrantes da África subsariana, que se encontravam num campo de detenção junto a Trípoli, capital da Líbia, foram baleados por guardas na terça-feira, enquanto tentavam fugir de um bombardeamento aéreo do grupo rebelde de Khalifa Haftar.

Fontes oficiais da ONU declaram que os disparos dos guardas fizeram aumentar quase para o dobro o número de vítimas do ataque, que matou 53 pessoas, incluindo seis crianças, e feriu 130.

Este caso aconteceu no campo de refugiados de Tajoura, na altura em que os migrantes se tentavam salvar das bombas, sendo atingidos pelos guardas, que pensavam tratar-se de uma fuga do campo de detenção.

Uma equipa da ONU visitou esta quinta-feira o campo para ajudar a tratar as vítimas, mas constatou que não há possibilidade de realojar todos os sobreviventes. No entanto, o ministro do Interior da Líbia, Fathi Bashagha, diz que "o governo pondera fechar todos os campos de detenção e libertar os refugiados".

Este foi o ataque com mais vítimas registadas desde o início do cerco à cidade de Trípoli, em abril.
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