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Correio da Manhã

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Dezoito anos depois da tragédia, o 11 de Setembro continua a matar

Pela primeira vez, existe um memorial pelas vítimas do ataque terrorista que morreram muito depois de este ter acontecido.
SÁBADO 11 de Setembro de 2019 às 08:54
11 de Setembro
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Quando esta quarta-feira se assinalar o 18.º aniversário dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, seis monólitos de granito recordarão as vítimas que ainda podem morrer: as que sofrem de doenças provocadas pelos detritos do World Trade Center.

O memorial só foi erigido em abril deste ano. Irá ajudar pessoas como Caryn Pfeifer, cujo marido bombeiro contraiu cancro no rim enquanto lutava pelo financiamento para programas de saúde destinados a socorristas e outras vítimas colaterais do 11 de setembro. Em 2017, Ray Pfeifer também morreu. "Agora temos um sítio onde ir e nos sentarmos, pensar em todos, e rezar pelo pobre próximo a morrer", afirmou Caryn à NBC.  

Este ano, o Congresso aprovou o financiamento ao fundo de compensação das vítimas, que ajuda bombeiros, polícias e outros que morreram ou adoeceram depois de terem sido expostos a toxinas libertadas no ataque, até 2090. Também existe um seguro de saúde destinado aos que trabalharam no local.

Este ano, também foi revelado um estudo que liga o cancro da próstata e o pó libertado no World Trade Center. Em junho, investigadores do Mount Sinai Health concluíram que o pó desencadeou inflamações crónicas nas próstatas dos socorristas que trabalharam no local, que podem ter contribuído para que estes padecessem de cancro.

Além de cancro, as pessoas foram afetadas por problemas digestivos ou respiratórios, ligados ao pó inalado ou engolido.

Em junho de 2018, segundo o jornal The Guardian, tinham sido registadas 10 mil pessoas diagnosticadas com cancro ligado ao atentado. Mais de 43 mil sofrem de problemas de saúde relacionados com o ataque terrorista. 51 mil pessoas pediram adesão ao fundo de compensação de vítimas que sofram de doenças.

Em 2018, outro estudo não detetou taxas de morte superiores ao normal entre os socorristas e outras pessoas expostas ao fumo e ao pó, mas indicou uma maior tendência para cancros no cérebro, linfoma não-Hodgkin e outras doenças. 

13 filhos de bombeiros mortos no 11 de setembro vão tornar-se… bombeiros
A 24 de setembro, 13 pessoas – 12 homens e uma mulher – vão tornar-se bombeiros do Corpo de Bombeiros de Nova Iorque. O que têm em comum? Todos são filhos de bombeiros mortos no 11 de setembro.

Apesar de outros filhos de bombeiros mortos no ataque já se terem juntado à corporação, nunca tantos entraram de uma só vez.
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