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Correio da Manhã

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Diagnosticado em Madrid o primeiro caso de transmissão sexual de dengue

Paciente tinha relações sexuais desprotegidas com outro homem que tinha estado recentemente em Cuba.
7 de Novembro de 2019 às 19:23
O mosquito Aedes Albopictus, transmissor do vírus da Dengue
A doença é propagada pela de um mosquito infetado
O mosquito Aedes Albopictus, transmissor do vírus da Dengue
A doença é propagada pela de um mosquito infetado
O mosquito Aedes Albopictus, transmissor do vírus da Dengue
A doença é propagada pela de um mosquito infetado

Foi diagnosticado no Hospital Ramón y Cajal, em Madrid, Espanha, aquele que será o primeiro caso de transmissão sexual de dengue. O diagnóstico, confirmado pela Comunidade de Madrid, foi feito a um jovem que contraiu a doença após manter relações sexuais desprotegidas durante uma viagem às Caraíbas.

De acordo com o jornal El País, esta será uma das primeiras transmissões de dengue por via sexual confirmadas no mundo, pois existem apenas referências na comunidade científica de outro caso semelhante na Coreia do Sul. 

O contágio, confirmado pelo Centro Nacional de Microbiologia do Instituto de Saúde Carlos III, ocorreu no início do mês de setembro e o parceiro sexual do paciente era outro homem que tinha viajado recentemente a Cuba e à República Dominicana, países onde a doença é comum. Este caso tinha desenvolvido sintomas compatíveis com a doença 10 dias antes das relações sexuais entre este e o paciente que contraiu a doença.

"O paciente chegou com febre alta, eritema cutâneo e dor intensa", explica Santiago Moreno, chefe do serviço de Doenças Infecciosas Ramón y Cajal. A suspeita clínica foi confirmada em laboratório e abriu novas questões sobre a origem da infeção. A ausência de viagens a áreas onde o mosquito tigre - Aedes albopictus -, vive não existiram pelo que teria de ter havido outra forma de contágio. O período de incubação da dengue é geralmente entre quatro e 10 dias.

"Tivemos que fazer um trabalho de pesquisa detalhado", diz Moreno. A unidade de Medicina Tropical Ramón y Cajal, numa equipa liderada por Francesca Norman, chegou ao que provou ser a fonte de contágio. A Direção Geral de Saúde Pública da Comunidade de Madrid também fez parte da investigação. 

Testes genéticos mostraram que "a raíz do vírus encontrada nas amostras colhidas nos dois pacientes é idêntica e coincide com a que circula atualmente em Cuba", segundo a epidemiologista Susana Jiménez e o biólogo Andrés Irisio. 

A causa desta doença é um vírus que geralmente é transmitido através da picada de um mosquito e é endémico em vários países da América, Sudeste Asiático e África. O quadro clínico é caracterizado por mal-estar generalizado, febre alta, dor de cabeça e erupção na face que se estende pelo pescoço, tórax e extremidades.

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