Diana era fantasista. Garante-o um seu ex-secretário particular um dia após a bombástica revelação, feita pelo jornal ‘Daily Mirror’, de que Diana desconfiava que o príncipe Carlos a queria matar.
Patrick Jephson, que trabalhou para a ‘princesa do povo’ durante seis anos, contou numa entrevista ao Channel 4 que ela lhe afirmara uma vez que alguém a tentara assasinar em pleno dia no Hyde Park.
“Seria ridículo acreditar que a mulher mais famosa do mundo, um ícone da moda, tinha sido alvo de uma tentativa de assassínio no espaço aberto mais popular de Londres”, argumenta Jephson, que na altura terá desdramatizado o episódio perante Diana.
Jephson fez, no entanto, questão de salientar que este episódio – ocorrido um ano antes da já referida carta – não significa que Diana estivesse doida ou que sofresse de perturbações mentais. Segundo ele, após o divórcio ela estava vulnerável e imaginava inimigos em toda a parte.
Não é a primeira vez que Jephson se refere a esta faceta da personalidade de Diana. Já no seu polémico livro, ‘Shadows of a Princess’, ele dá a entender que a princesa estaria emocionalmente fragilizada, com baixa-estima, tendo-se virado para astrólogos e pessoas de credibilidade duvidosa.
PRINCESA NO TELHADO
Ken Wharfe, um dos polícias encarregados da sua segurança, parece partilhar desta avaliação. No mesmo canal contou que um dia acompanhara a princesa até à casa de um curandeiro e que, a vira no telhado, sentada num banco com forma de vaca leiteira, dentro de uma pirâmide de cobre. Abismado com a cena, Wharfe ter-lhe-á perguntado: “Sente-se bem, minha senhora?” “Sinto todas as pressões a sair da minha cabeça”– ter-lhe-á respondido, sorridente, a princesa.
Estas revelações desacreditam a bombástica carta escrita por Diana. Entre os que tentam pôr cobro às especulações que circulam contam-se o ex-investigador real John Burton, que quebrou o silêncio para assegurar que Diana não estava grávida nem tinha sofrido aborto. Refira-se que uma das versões que correm é que a ambulância que transportou Diana demorou a chegar ao hospital porque lhe foi feito um aborto.
SE ME LEMBRAR, MATAM-ME
Um dos testemunhos chaves que a Polícia britânica vai recolher é o de Trevor Rees-Jones, ex-guarda-costas de Diana e único sobrevivente do acidente que matou a princesa, o seu namorado, Dodi e o motorista Henri-Paul.
Rees-Jones afirma não se lembrar de nada, mas há quem diga que a perda de memória é uma mentira. Karen McKenzie, ex-governanta de Dodi, jura que Rees-Jones lhe disse um dia: “Se eu me lembrar, eles matam-me”. Publicamente o antigo guarda-costas da princesa distanciou-se de qualquer teoria de conspiração e recusa-se a comentar as alegações de McKenzie. Em contrapartida, Elizabeth Andanson, cujo marido, o fotógrafo que conduzia o Fiat Uno branco que raspou o Mercedes em que seguia Diana, foi encontrado carbonizado no carro, exige uma investigação ao caso.
CARLOS: É UM PERÍODO DIFÍCIL
Os últimos meses têm sido um verdadeiro pesadelo para o príncipe Carlos. Ainda há bem pouco tempo viu-se envolvido num escândalo quando um ex-funcionário da Casa de Windsor afirmou tê-lo visto em práticas homossexuais. Na quarta-feira, o ‘Daily Mirror’ revelou que Diana desconfiava que ele a queria matar. Embora abalado, Carlos não cancelou a sua visita, no mesmo dia, ao Centro para o Cancro da Mama dirigido por Haven Trust em Hereford. À sua espera tinha uma multidão de apoiantes, que o tentaram encorajar. “Muito bem Carlos. O país está contigo”, gritou um fã. “Mantém o queixo erguido”, aconselhou outra apoiante. Quebrando o protocolo, Carlos, que apesar de tudo conseguiu esboçar um sorriso, respondeu: “Obrigado. É um período difícil”.
Assessores de Carlos garantem que ele está disposto a responder a um inquérito da Polícia e ansioso por limpar o seu nome, não só por si, mas pelos seus filhos. Recorde-se o actual investigador real, Michael Burgess, mandou a Polícia investigar as várias teorias de conspiração que circulam relativamente à morte de Diana.
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