"Esta fase particular da minha vida é potencialmente perigosa. O meu marido está a planear 'um acidente' no meu carro, uma falha de travões e uma lesão cerebral grave para abrir caminho para o casamento".
Este é um extracto de uma carta escrita pela princesa Diana, 10 meses antes de morrer, e que foi tornada pública - mas com a palavra marido riscada - no ano passado tanto pelo seu ex-mordomo Paul Burrell, no seu livro 'Royal Duty', como pelo jornal 'Daily Mirror', que ontem decidiu revelar o nome do acusado: príncipe Carlos. Exactamente no dia em que Michael Burgess abriu o inquérito em Londres.
O 'Daily Mirror' justifica a revelação do 'acusado' nesta altura, afirmando que o conteúdo da carta tornar-se-ia, de qualquer modo, do domínio público em breve, mas frisa que a decisão foi tomada exclusivamente pelo jornal e não por Paul Burrell, a quem Diana confiara o desabafo escrito.
O ex-mordomo da chamada 'princesa do povo' dispôs-se a entregar a carta ao responsável pelo inquérito, Michael Burgess, que ontem ordenou ao comissário da Polícia Metropolitana de Londres, sir John Stevens, para investigar as suspeitas de que a princesa Diana não tenha morrido acidentalmente. Em declarações à Imprensa, Burrell, a quem Diana chamava o seu 'rochedo', afirmou: "É um assunto que tem de ser tratado com grande sensibilidade . Reproduzi apenas uma porção da carta no meu livro para dar mais força ao argumento de que era necessário abrir um inquérito. Nesse sentido, o documento cumpriu o seu objectivo".
Vários analistas contestam a validade da carta de Diana, alertando para o facto de ela ter sido escrita dois meses depois do divórcio, numa altura em que se sentia muito insegura.
A revelação de que Diana suspeitava do seu marido, traz de novo para a ribalta o relacionamento entre o príncipe Carlos e Camilla Parker Bowles e também as teorias de conspiração para matar Diana. Um dos acérrimos defensores de que houve conspiração é Mohamed al Fayed, pai de Dodi, o homem com quem a princesa de Gales estaria a viver um romance. Desbocado, Fayed não hesita em afirmar que Carlos planeou matar Diana e o filho com a ajuda do príncipe Filipe. Recorde-se que no dia do acidente, em 31 de Agosto de 1997, no túnel Pont d'Alma, em Paris, Dodi estava com a princesa, bem como o seu guarda-costas, Trevor Rees Jones, o único sobrevivente, e o motorista Henri-Paul, considerado o responsável pela tragédia numa investigação francesa, por estar sob efeito de álcool e drogas.
OS FOCOS DA INVESTIGAÇÃO
Dois meses depois de Paul Burrell ter publicado o livro, em Outubro passado, Michael Burgess, encarregado da investigação, anunciou que seria aberto um inquérito, o que aconteceu ontem formalmente no Centro de Conferências Isabel II, em Londres. As mortes de Diana e Dodi serão investigadas separadamente. Só horas depois de aberto o inquérito sobre Diana, foi anunciada a abertura oficial do inquérito sobre Dodi em Reigate.
Burgess ordenou à Polícia de Londres uma investigação às alegações de conspiração e marcou uma nova audiência para o princípio do próximo ano. Durante este tempo, terá de digerir um relatório de 6000 páginas da Polícia bem como o inquérito dirigido em França pelo juiz Hervé Stephan. Segundo Burgess, o inquérito vai focalizar-se em quatro questões essenciais: quem era a defunta e como, quando e onde foi questionada a sua morte. Entre os presentes na primeira audiência contavam-se al-Fayed e Jane Felowes, uma das irmãs de Diana.
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