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Correio da Manhã

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Dilma quer escapar a questões no Senado

Presidente suspensa quer impor condições para o julgamento.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 6 de Agosto de 2016 às 09:38
Presidente afastada aceita ir ao Senado discursar, mas não quer ser confrontada com acusações
Presidente afastada aceita ir ao Senado discursar, mas não quer ser confrontada com acusações FOTO: EPA
A presidente brasileira afastada, Dilma Rousseff, está a fazer exigências para comparecer ao julgamento final do processo que visa a sua destituição do cargo por irregularidades, previsto para o final do corrente mês. Uma dessas condições, já considerada inaceitável por adversários, é não ser interpelada no julgamento.

Aconselhada por auxiliares a comparecer à sessão do Senado, que será comandada pelo presidente do Supremo Tribunal, Ricardo Lewandowski, em que ocorrerá a votação final sobre se reassumirá a presidência ou será destituída de vez, Dilma impôs condições para aceitar, pedindo garantias de que ninguém lhe fará perguntas e de que não será alvo, verbalmente, das acusações que lhe são feitas nos autos, nomeadamente de incompetência e irregularidades.

O advogado de Dilma, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardoso, está a tentar negociar um acordo no qual esta iria ao julgamento, faria um discurso como chefe de Estado e sairia sem ser interpelada. Os opositores já consideraram essas exigências inaceitáveis e um absurdo que Dilma, sendo arguida, queira impedir questionamentos.

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