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DIREITO A USAR LENÇO ISLÂMICO

Fereshta Ludin, uma afegã de 31 anos a viver actualmente na Alemanha, viu reconhecido o seu direito a usar o lenço islâmico. Depois de ser recusada para leccionar no estado de Baden, em 1998, apenas por insistir em andar de cabeça coberta, Ludin recorreu aos tribunais, alegando que a Constituição alemã defende a liberdade religiosa.
25 de Setembro de 2003 às 00:00
Ludin pode usar o lenço islâmico
Ludin pode usar o lenço islâmico
O Tribunal Constitucional decidiu, agora, que Ludin tem direito a usar o lenço islâmico, ressalvando que os estados alemães têm a obrigação de procurar um equilíbrio entre liberdade religiosa e neutralidade nas escolas.
Um caso idêntico está a gerar polémica em Paris, onde duas irmãs, Lila de 18 anos e Alma de 16 anos, foram expulsas da escola que frequentavam, em Aubervlliers, por o liceu considerar que ambas 'usam com ostentação o lenço islâmico'. Laurent Lévy, pai das visadas e advogado do Movimento contra o Racismo e a Amizade entre os Povos (MRAOP), ameaçou acusar o liceu de discriminação.
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