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Disputa em tribunal para travar proibição de entrada de imigrantes nos EUA

Trump acusa juiz que suspendeu o decreto de colocar em risco a segurança nacional.

07 de fevereiro de 2017 às 08:44

Antigos responsáveis pela política externa e de segurança dos EUA e empresas tecnológicas como a Apple, Google e Microsoft juntaram-se ontem aos esforços legais para travar o polémico decreto anti-imigração de Donald Trump, suspenso desde sexta-feira por decisão judicial.

Durante o dia de ontem, advogados em representação dos estados de Washington e do Minnesota apresentaram em tribunal argumentos adicionais para manter a suspensão da aplicação do decreto, depois de, no sábado, o Tribunal de Recurso do 9º Distrito de São Francisco ter rejeitado um recurso inicial da administração Trump para reverter a suspensão.

Os dois estados alegam que a reimposição da proibição iria voltar a criar o caos nos aeroportos, separar famílias e impedir milhares de estudantes estrangeiros de prosseguirem os estudos nos EUA. Para reforçar os seus argumentos, os advogados dos estados apresentaram duas declarações, uma delas assinada por dez antigos membros de governos republicanos e democratas, incluindo os ex-secretários de estado John Kerry, Condoleezza Rice e Madeleine Albright e os antigos diretores da CIA Leon Panetta e Michael Hayden, que descrevem a proibição da entrada de imigrantes e cidadãos oriundos de sete países islâmicos como "ineficaz, perigosa e contraproducente". A segunda declaração, assinada pelos presidentes de vários gigantes tecnológicos de Silicon Valley, lembra o contributo histórico dos imigrantes para a economia americana e alerta que a proibição "tornará mais difícil a contratação de profissionais qualificados".

Depois de no sábado criticar duramente o "suposto juiz" que suspendeu o decreto, o presidente Donald Trump voltou entretanto à carga, acusando a justiça de "colocar em causa a segurança nacional dos EUA e de ser responsável pelo que possa acontecer".

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