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Correio da Manhã

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Ditador Franco exumado sem honras de Estado

Corpo foi levado de helicóptero para cemitério a 35 quilómetros de Vale dos Caídos.
F.J.G. 25 de Outubro de 2019 às 08:53
Caixão com os restos mortais de Franco foi retirado da basílica por netos do antigo ditador
Tejero foi travado pela polícia
Apoiantes de Franco receberam o caixão com vivas em Mingorrubio
Caixão com os restos mortais de Franco foi retirado da basílica por netos do antigo ditador
Tejero foi travado pela polícia
Apoiantes de Franco receberam o caixão com vivas em Mingorrubio
Caixão com os restos mortais de Franco foi retirado da basílica por netos do antigo ditador
Tejero foi travado pela polícia
Apoiantes de Franco receberam o caixão com vivas em Mingorrubio
O corpo do antigo ditador espanhol Francisco Franco foi esta quinta-feira retirado da basílica do Vale dos Caídos. Apesar da longa polémica e da batalha legal que envolveram a decisão de exumar o cadáver, a cerimónia decorreu sem incidentes de relevo.

Em contraste com a pompa do funeral, a 23 de novembro de 1975, a trasladação de Franco foi realizada de forma discreta e sem quaisquer honras de Estado. A exumação começou às 11h30 (hora de Portugal) e foi acompanhada por 22 familiares do ditador, na maioria netos e bisnetos.

Mas somente dois foram autorizados a acompanhar o momento em que a urna foi retirada da tumba. Quatro netos ajudaram a transportar o féretro até à saída da basílica. Francis Franco, o neto mais velho, quis colocar sobre o caixão a bandeira da Espanha fascista, com a Águia de São João, a mesma que o cobriu no funeral, mas foi impedido de entrar com ela na basílica.

O caixão foi transportado de helicóptero até ao cemitério de Mingorrubio, em El Pardo - a 35 km do Vale dos Caídos -, onde foi sepultado em cerimónia privada ao lado da mulher, Carmen Polo.

A família Franco resistiu até ao último momento à exumação, tendo levado recursos ao Supremo Tribunal e aos tribunais europeus. Franco era o único antigo ditador fascista de um país democrático que gozava de honras de Estado.

Coronel golpista impedido de ir ao cemitério
O tenente-coronel Antonio Tejero Molina, líder do golpe de Estado falhado de 1981 para reinstaurar o regime fascista, foi travado à entrada do cemitério de Mingorrubio, para onde foi transferido o corpo de Franco. O antigo guardia civil foi recebido com vivas por apoiantes do ditador à entrada do cemitério.

Mas, quando tentou entrar, para assistir à deposição da urna, foi travado pela polícia. Curiosamente, o seu filho, Ramón Tejero, foi o padre que celebrou no local uma missa em honra de Franco.
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