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Correio da Manhã

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Dívida pública de Angola desce para 247 ME

Injeção de divisas nos bancos comerciais aumentou.
30 de Novembro de 2015 às 10:02
Fachada da Banco Nacional de Angola
Fachada da Banco Nacional de Angola FOTO: Direitos Reservados

A dívida pública colocada no mercado por Angola caiu mais de 40 por cento na última semana, para 247 milhões de euros, indicam dados do Banco Nacional de Angola (BNA), compilados esta segunda-feira pela Lusa.

Segundo o relatório semanal sobre a evolução dos mercados monetário e cambial do BNA, enquanto operador do Estado, o banco central colocou no mercado primário, entre 23 a 27 de novembro, 26 mil milhões de kwanzas (181,5 milhões de euros) em Bilhetes do Tesouro (BT) e 7,3 mil milhões de kwanzas (50,9 milhões de euros) em Obrigações do Tesouro (OT).

A mesma informação refere que as OT foram emitidas com maturidade de dois, três e cinco anos e taxas de juro de 7% a 7,77% ao ano, enquanto as taxas de juro médias apuradas para os BT oscilaram entre 12,09% e 12,23%, respetivamente para as maturidades de 91 e 364 dias.

Injeção de dólares nos bancos cresce
Enquanto isso, a injeção de divisas nos bancos comerciais angolanos aumentou ligeiramente na última semana, para 336,4 milhões de dólares, sobretudo para garantir compras de bens alimentares no exterior, informou hoje o Banco Nacional de Angola (BNA).

A informação consta do relatório semanal do banco central angolano sobre a evolução dos mercados monetário e cambial, ao qual a Lusa teve acesso, relativamente à venda de divisas entre 23 e 27 de novembro, realizada a uma taxa interbancária média de 135,985 kwanzas (95 cêntimos de euro), inalterada há quase dois meses.

Neste período, o BNA vendeu 336,4 milhões de dólares (317,5 milhões de euros) de divisas, valor que compara com os 332,7 milhões de dólares (314,1 milhões de euros) injetados na semana anterior, um aumento pouco superior a 1%, limitado às necessidades mais urgentes do sistema bancário e que obrigam a autorização do banco central.

Angola enfrenta uma crise financeira e económica, face à redução de receitas fiscais com o petróleo, e por consequência cambial, devido à redução da entrada de divisas no país, necessárias para garantir as importações de máquinas, matéria-prima e alimentos.

Do total de divisas vendidas à banca, 68,2 milhões de dólares (64,4 milhões de euros) destinaram-se à cobertura de operações (compra ao exterior) de bens alimentares, assim como 28,8 milhões de dólares (27,1 milhões de euros) para operações de viagens e remessas de dinheiro ao exterior do país.

Há ainda registo de 125 milhões de dólares (118 milhões de euros) para reposição cambial nos bancos e 66,7 milhões de dólares (62,9 milhões de euros) para cobertura de necessidades gerais dos bancos comerciais.

Atualmente, e tal como nos últimos meses, mantêm-se as dificuldades no acesso a moeda estrangeira nos bancos, com o mercado paralelo, de rua, a apresentar taxas de câmbio a disparar para cerca de 270 kwanzas por cada dólar, para compra de moeda estrangeira.

A falta de divisas, em função da procura, continua a dificultar, por exemplo, as necessidades dos cidadãos que precisam de fazer transferências para o pagamento de serviços médicos ou de educação no exterior do país ou que viajam para o estrangeiro.

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